quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PEC da Juventude

Por que os nossos vereadores de Governador Eugênio Barros, não articulam  a inclusão do termo “jovem” na Lei Orgânica do município . Devemos viabiliza a criação e implantação de políticas públicas de juventude Eugeniobarrense. Eu defendo a causa da inclusão do termo jovem na Lei do Município será facilmente aderida e aceita pelos vereadores, por causa da grande conquista que teve a juventude a nível nacional pelos direitos dos jovens. “A PEC da Juventude representa mais uma vitória dos movimentos juvenis no Brasil, agora sim são considerados sujeitos de direito. E o jovem Eugeniobarrense também estará integrado na agenda das políticas públicas do município”, Não temos uma  secretária Municipal da Juventude, ficaria contente se havesse uma discussão em defesa dos direitos da juventude. “A promulgação da PEC da Juventude pelo Congresso Nacional, em 13 de julho de 2010, representa a mais importante vitória dos movimentos juvenis e um passo decisivo para que os jovens passem a integrar definitivamente a agenda das políticas públicas no Brasil”, O nosso Municipio nunca avançou na construção das Políticas Públicas de Juventude e que, com a aprovação da PEC MUNCIPAL DA JUVENTUDE, será possível assegurar os direitos dos jovens e, ao mesmo tempo, criar oportunidades para que eles exerçam, na prática, um papel estratégico no processo de desenvolvimento do município.



Aelson Barros

sábado, 13 de novembro de 2010

15 de Novembro

Estamos hoje aqui, comemorando, meus amigos, um das datas mais fundamentais da história do Pais, que eu diria que são: a Independência, a Abolição e a República. Essas são as três grandes datas, apesar de que nesse longo período outras datas importantes, embora menores, tenham acontecido.

Mas, como disse um velho amigo meu falta completar a República, que foi proclamada há 120 anos. E eu lembrei, Um grupo de brasileiros, liderados por Deodoro da Fonseca, do ponto de vista de estar à frente, e outros grandes brasileiros que estiveram por trás e que lutaram bravamente, politicamente, não foi preciso uma guerra civil, conseguiram que o Brasil deixasse de ser um império e se transformasse em uma república.
Foi um salto. Foi um salto porque, em 1822, diferentemente das outras repúblicas latino-americanas, o Brasil preferiu um grande acordo com Portugal e fez uma independência acordada, em que, em vez de termos uma república, colocando na presidência um brasileiro, nós tivemos um império, colocando na chefia do Estado Independente do Brasil o filho do monarca da metrópole que nos dominava. E isso tem sido uma característica da história do Brasil.
Esses acordos que têm a vantagem, a qualidade do chamado homem cordial, que é o brasileiro, de não derramarmos sangue para fazermos as nossas conquistas, mas têm também as desvantagens de não fazermos jamais as coisas completas. A Independência foi incompleta, a Abolição foi absolutamente incompleta, como o próprio patriarca dela previu, Joaquim Nabuco, ao reconhecer que não haveria jamais uma abolição sem a distribuição de terra aos adultos e sem a garantia de escola às crianças negras, e a República também. A República ficou incompleta, e a gente pode ver que até hoje ela não foi completada. Por um lado, temos coisas como o voto universal, o voto livre. Apesar de termos passado, ao longo desses 120 anos, mais de um período de autoritarismo em que não se podia votar livremente e um período antes, em que o voto era absolutamente manipulado, como foi na chamada Primeira República, naquele acordo Café com Leite, em que dois Estados dominavam o que gente pensava ser uma república. Além disso, ao longo desse tempo quase todo e depois eu explico porque quase, nós tivemos governos eleitos, mas eleitos pela elite, que escolhia os candidatos e para colocar no poder os filhos da elite. Porque a nossa República acabou com o Império, ela mandou o imperador para o exílio, mas ela manteve aqui uma elite e uma plebe. Ela manteve tanto uma elite separada da plebe que se nega até hoje a chamar o povo de povo, chama de povão, exatamente para diferenciar, porque a elite não podia mais se chamar de nobreza, passou a ser o povo.  Então ela não quis ter o mesmo nome para os pobres; passou a chamá-los de povão. E nós mantemos essa diferença, essa separação. Essa separação que está na escola; essa separação que está nos hospitais; essa separação que está no local onde compramos as coisas; essa separação que está na maneira como uns de nós olhamos para os outros, porque, se prestarmos atenção, a população, desprovida da alfabetização, deserdada da alfabetização, acho uma maneira melhor de chamar do que analfabeto, porque analfabeto parece que ele é o culpado; o culpado é quem não lhes deu a escola no momento certo a maneira como olham é mais para baixo do que com o peito levantado. É comum, no Brasil, quando você vê uma pessoa pobre sair de peito aberto, cabeça erguida, os outros chamarem de arrogante; mas não chamam de arrogante quando é um doutor que anda de cabeça erguida e peito para frente. Somos um País dividido, o que não é permitido em uma República. E como completar a República? Através das leis. Mas leis de que tipo? Primeira, a mais importante é o conjunto de leis que assegure oportunidades iguais para todos os brasileiros, o que não temos. Uma criança quando nasce no Brasil, chamado republicano, nós sabemos se vai ter um futuro ou se outro futuro. Claro que há exceções. Alguns daqueles que prevíamos que teriam um futuro glorioso terminam se perdendo no caminho; alguns daqueles que teriam um futuro desastroso terminam se encontrando no caminho. Mas, na média, na maior parte da nossa população, é perfeitamente possível dizer os que vão ter condições de uma boa vida, de um bom salário, de uma família organizada, os que vão ter condições de criar seus filhos com boas qualidades, e os que não vão ter. É perfeitamente possível desde o dia que nasce, como era no tempo do Império, onde existia nobreza e existia a plebe. A nobreza sabia-se que teria um futuro de nobre; a plebe teria um futuro de plebeu. O Brasil continua dando futuros de nobres e futuros de plebeus às pessoas conforme o nascimento. E a oportunidade igual, o lugar onde isso se constrói é na escola, e a República brasileira, em 120 anos, não conseguiu dar oportunidades iguais a todos os brasileiros. Durante algum tempo, sim, havia escolas públicas muito boas; mas não era para todos. Ao contrário. Pouquíssimos podiam entrar naquelas escolas, eram escolhidos pelo Imperador até para entrar no Colégio Pedro II. A escola era boa, mas era para poucos; os outros eram excluídos.
Com a urbanização, com o avanço da população, chegando à participação, foi preciso colocá-los todos na escola. O que fizemos? Abandonamos a escola pública para os pobres. Abandonamos no sentido de não dar os recursos, abandonamos no sentido de tolerarmos a má qualidade, sem reclamar inclusive dos responsáveis pela má qualidade, seja o governador, seja o prefeito, seja o professor, seja o pai, seja a mídia. Nós não nos preocupamos com isso. Deixamos que a escola fosse duas. Uma república não tem duas escolas. Uma república tem uma escola. Pode ter características diferentes, pode ter diferenças até de qualidade, mas não se pode dizer: esta é de um tipo e aquela é de outro. Pode até, sim, ter escola de propriedade privada e escola de propriedade pública, mas aí não é a escola que é diferente, é o regime de propriedade da escola. Mas, no Brasil, quando a gente fala em escola pública ou escola privada, a gente nem pensa no regime de propriedade da escola, a gente pensa na qualidade da escola, porque assumimos que a escola para as massas pobres era uma escola de faz-de-conta e que a escola para quem podia pagar era uma escola daqueles que, de fato, podem usufruir de um bom ensino. A consequência, é que hoje a diferença entre quanto se gasta, seja o Estado, seja o pai com a educação de uma criança, ao longo de sua vida, é de oitenta vezes. É a diferença entre a escola da população das classes altas e a escola da população das classes baixas. Um sistema escolar que tem uma diferença nos gastos de oitenta vezes entre uma parcela da sociedade e outra parcela não é o de uma República ainda. Nossa tarefa é completar a República.
Mas oportunidades não vêm só da escola. A oportunidade vem da saúde também. Não há República num país cujo atendimento médico tem forma tão diferenciada para uma parcela da população nobre e para outra parte da população plebeia. Não vamos dizer que vai ser sempre igualzinho, mas essa desigualdade que temos, desse tamanho que nós enfrentamos, não é uma característica republicana. Não é republicana a saúde brasileira, porque uma atende que impede quase de morrer, a outra não permite nem viver.Há uma diferença. Não precisa ter igualdade para ter República. Aliás, ao contrário, a República tem que se caracterizar pela tolerância com certo grau de desigualdade sim, porque a igualdade plena é autoritária, não tem o democratismo da República. Mas não é republicano um país que tem a desigualdade do Brasil.
Na política, é o lado mais republicano nosso, mesmo assim nós esperamos 110 anos quase para eleger um presidente que de fato viesse das camadas populares e tivesse sido coerente com essas camadas populares ao longo de toda sua história. Porque nós tivemos alguns Presidentes que vieram de camadas populares no Brasil, mas que se enobreceram pelo estudo, se enobreceram pela fortuna, se enobreceram pelas relações políticas com a elite. O Presidente Lula  se enobreceu pelas relações com a elite. Ele não precisou do enobrecimento no sentido até negativo de ter o seu diploma e nem o enobrecimento de abandonar os seus compromissos populares. Entretanto, é preciso dizer que, nos seus sete anos de Governo, o que ele fez para completar a República não foi o suficiente que nós tínhamos o direito de esperar, e ele próprio, em um desses dias, disse que era impossível porque no Brasil é preciso fazer aliança entre os santos e os demônios, para não usar, como ele disse, Jesus e Judas, porque, aí, é uma sacralidade que eu prefiro não usar. E ele, para governar, segundo ele e, aí, ele não completou, precisou se aliar àqueles que não fazem parte da sua concepção. Na verdade, ele não conseguiu se aliar apenas, ou não escolheu se aliar apenas com os republicanos e teve que se aliar com aqueles que não são republicanos, porque não lutam pelas oportunidades iguais, porque não lutam para que todos, neste País, se olhem com os olhos altos e o peito estufado. Manteve-se no Brasil o sentimento de inferioridade que temos com a maior parte da nossa população.
Para completar, Meus amigos, eu creio que para termos oportunidades iguais no mundo de hoje é preciso cuidar bem do meio ambiente, e nós não estamos cuidando do meio ambiente de uma forma republicana, porque estamos tratando o meio ambiente de uma forma que vai ameaçar as gerações futuras.
A República hoje não pode ser uma República para hoje. A República hoje tem que ser uma República para amanhã, incorporando todas as futuras gerações nos mesmos níveis, e isso não vai acontecer se continuarmos destruindo.
Finalmente, que República é essa que, 120 anos depois, ainda tem 14 milhões de cidadãos adultos que têm, inclusive, o direito de votar e não são capazes de reconhecer a própria bandeira republicana porque não sabem ler o Ordem e Progresso que temos escrito nela? Não é republicana a nossa bandeira enquanto ela não for reconhecida por todos. Portanto, essa bandeira que nós amamos não é republicana porque não quisemos erradicar o analfabetismo dos adultos brasileiros. Somos capazes de tolerar como algo natural, até nem percebendo o que estou dizendo, que 14 milhões não reconhecem a bandeira, porque, caso se mude a posição das letras do Ordem e Progresso, ele continua achando que é a mesma bandeira. Se escrever em inglês, em francês ou alemão, ele continua achando que é a mesma bandeira, e é até capaz de que a falta de letramento seja tão grande que, se escrever com alfabetos cirílicos da Rússia ou alfabetos árabes, eles vão continuar achando que é a mesma bandeira.
Por isso, o nosso papel é completar a República. Esse é o papel de todos. Esse é o papel! E esse papel começa na luta pela garantia de oportunidades iguais, que os nossos antepassados, líderes, não conseguiram trazer para nós.
Nesse dia, a gente tem de comemorar, porque foi, sim, um dos maiores saltos da história do Brasil, salto que já deveria ter sido dado em 1822, não devíamos ter precisado esperar 1889, mas demos em 1889. Vamos comemorar os 120 anos da República no dia 15, mas vamos lembrar o nosso compromisso de completar o que os outros não completaram, fazendo com que todos reconheçam a bandeira porque saibam ler; fazendo com que todos tenham a mesma oportunidade e se diferenciem pelo talento, pela vocação, pela persistência e não pela herança. Vamos fazer com que todos tenham direito a um sistema de saúde igualitário. Vamos fazer com que, neste País, todos nos olhemos como irmãos, irmanados pelo patriotismo de um mesmo país, e hoje isso só acontece, de fato, quando torcemos pela Seleção Brasileira de Futebol. No mais, estamos divididos e divididos não somos republicanos.
Era isso, Meus Amigos, que eu queria lembrar hoje. É um dia de festa, mas é um dia de reflexão e de compromissos. O papel de TODOS é completar a República. Essa é a resposta que eu dou aqui, hoje.

Aelson Barros

domingo, 7 de novembro de 2010

Que saudades da Tia da Escolhinha

Hoje de manhã, no caminho de casa para trabalho, estava escutando um programa na rádio onde uma pessoa que não me lembro o nome falou sobre a questão da escola. Segundo seu texto, ele tinha saudades do tempo em que esteve na escola e enumerou as razões para isso. Uma delas era que em sua época, os alunos tinha orgulho de estudar e viam nos estudos o caminho para ter uma vida melhor.
Bem, acabei me sentindo inspirado por ele e me veio alguns pensamentos que gostaria de estar compartilhando. Realmente, se observarmos a evolução do ensino no Brasil, acredito que fizemos um retrocesso. Digo isso baseado em minha experiencia e deixo claro que não sou um entendido de educação por isso levem este texto como uma opnião e não um artigo ou tratado do assunto. Minha avó por exemplo, mesmo tendo apenas cursado o equivalente ao primário, possui muito mais cultura que qualquer um hoje que tenha feito o ensino medio,  isso sem falar no domínio da matemática (claro que ela não sabe resolver um equação, logaritmos, etc, mas faz contas básicas de cabeça coisa que nenhum adolescente que conheço no mínimo tentaria) e seu domínio do português (seu português é impecável, escreve perfeitamente, sem erros gramaticais ou ortográficos, e versa lindamente com coesão e coerência dignas de um escritor, ao contrário de muitos vestibulando – isso eu sei pois minha mãe é professora de português – que nem sabem usar um preposição, pronome e coerência é algo que não existe.)
O que vejo hoje é uma falsa ilusão de melhora, pois temos um índice de alfabetização de quase 90%, mas se você pega um desses alfabetizados (volto a dizer que conheço isso bem pois minha mãe é professora de português) eles apenas “desenham” seus nomes, e possuem apenas uma leitura funcional(eles leem um texto mas não são capazes de interpretá-lo). Embora isso já seja o bastante para justificar minha saudade da antiga escola, ainda tem outro ponto, que jugo importantíssimo, que é a passagem de valores e disciplina.
As escolas hoje tem medo do aluno e vivem subjugadas por teorias mirabolantes que, no meu entender, não servem para nada (vide Darcy Ribeiro – LIXO !!!!). São mecanismo tais que mataram todo o processo essencial a educação e passagem de valores: aprovações automáticas, diminuição de carga de matérias como português, fim de disciplinas como OSPB (Orientação Social e Politica Brasileira) ou EMC (Educação Moral e Cívica). Raros são os colégios onde os alunos são obrigados a cantar o hino nacional. O respeito que existia ao professor sumiu, tanto por parte dos alunos, quanto pelo lado do estado e pais.
E triste entrar numa sala da aula hoje e ver o descaso dos aluns, despreparo dos professores, falta de condições minimas, falta de disciplina, etc.
Isso particularmente me assusta, pois, como já disse antes em outro texto, os valores são criados em casa, mas a escola ajuda a fundamentá-los. Após os 6 anos de idade, boa parte do dia da criança é na escola com os coleguinhas e professores e se nesse ambiente, não existe o respaldo dos valores da família, não existe como vencermos a guerra contra este caos que está instaurado em nossa sociedade.
Sei que o tema é polêmica e envolve facetas que desconheço pois não sou um estudioso do assunto nem profissional da área, entretanto sou um pai, e por isso, sou uma das vitimas deste modelo educacional falho de hoje. Se eu quiser um bom colégio, terei que triar entre milhares, pois não existe um linha guia, cada escola tem a sua. Só que o básico deveria ser igual para todos: RESPEITO, DISCIPLINA, BONDADE, FÉ, BRANDURA, MÉRITO POR ESFORÇO, etc.
Chega de besteiras e de teorias “modernosas”, é hora de promovermos a verdadeira revolução pelo e no ensino. É o momento de resgatarmos bons e velhos valores e construir um futuro verdadeiro para nosso filhos.
Aelson Barros

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Educação no Maranhão e Brasil

Eu vim aqui comentar como, de repente, ou talvez não de repente, ou talvez até pudéssemos dizer tardiamente, a mídia Maranhense, a imprensa e, talvez, a população também comecem a perceber a importância da educação no processo do desenvolvimento. A verdade é que isso nunca houve.
A ideia dos desenvolvimentistas, entre os quais eu me situo, nos anos 70, 80 era de que a infraestrutura econômica geraria a economia e a economia geraria a educação. Está claro hoje que é o contrário. É a educação que vai gerar a infraestrutura, que vai gerar a economia.
Na semana passada, eu assistia ao debate entre os Jovens da Capital, e uma das perguntas foi: O que é mais importante: educação, saneamento ou segurança? E eu, ali, sentado como se estivesse numa cadeira de reservas assistindo a um jogo de futebol, doido para entrar em campo, como eu estive varias vezes, pensei: a resposta certa seria a energia. A energia é o mais importante, porque sem energia não haveria televisão; sem energia não haveria o programa; sem energia não haveria o debate. Mas não tem como ter energia sem ter engenheiros; não tem como ter engenheiros sem ter educação de base.
E a segurança? Dá para ter segurança sem ter um processo educacional que, primeiro, gere oportunidades iguais para todos, para que haja menos necessidade e tentações para a criminalidade?
E a saúde? Como ter saúde sem os remédios, sem os médicos, que dependem das faculdades, que dependem da educação de base? Todos sabem que uma população educada tem muito mais chance de ter uma boa saúde do que uma população não educada.
Então, no fundo, tudo é importante. Igualmente importante. Aliás, sem agricultura, não tem comida, e ninguém estuda; sem indústria, não tem bancas; sem construção, não tem escola. Tudo é importante! Agora, o vetor da transformação, o motor do progresso é a educação. E a gente sente que isso está mudando. Eu cito nesta reunião. Nenhum Presidente até hoje fez nada pela educação e é importante, que dê prioridade, mas não dizem como, não dizem o que vão fazer para começarmos a mudar a realidade, por que não querem. 
" Nós temos que usar esta campanha presidencial, eu imagino, com duas finalidades. Uma delas: mudar a cabeça dos brasileiros. A grande qualidade de um debate presidencial é ajudar a mudar a cabeça do brasileiro, como fez Juscelino. Nós comemoramos feitos de Juscelino como a construção de Brasília, a industrialização. Mas não. O grande feito de Juscelino foi fazer com que um País cuja cabeça era agrícola e rural ficasse industrial e urbana. Não foi fácil convencer o Brasil de que ele iria ter indústrias de automóveis, quando a gente estava acostumado a ter a produção de café, de leite. Foi difícil convencer o País a pensar como uma entidade urbana, pensar como uma entidade industrial. Está na hora de mudar a cabeça, e nós não estamos vendo isso"  Aelson Barros.

Eu estive lendo, ontem, um livrinho curtinho do Dr. Miguel Arraes de Alencar, velho Governador de Pernambuco, ele dizia, em 1982, que nós procuramos ver o problema do Brasil como se fosse a soma de probleminhas do Brasil. Não são probleminhas do Brasil que vão resolver o problema do Brasil. É o problema do Brasil que vai permitir resolver os probleminhas do Brasil. Existe um problema maior, o problema da Nação, o problema da concepção de para onde nós queremos ir.

E os nossos candidatos não estão fazendo o debate sobre isso. Eles apresentam soluções para estrada, soluções para a própria escola, soluções para a exportação. Eles não apresentam qual projeto de Nação cada um deles propõe para nós. Está faltando o debate ter o papel de mudar a cabeça do Brasil. Esse é um ponto. O outro, é como enfrentar um conjunto de problemas na concepção de um problema grande.

Por exemplo, nós temos hoje, todos falam, desde a crise de 2008, os aspectos financeiros. Essa crise foi criada porque, para crescer a economia, era preciso financiar, e financiou-se mais do que era possível. Um dia, alguns bancos quebraram. Quando esses brancos quebraram, veio a crise financeira, que carregou a crise econômica. Aí, joga-se dinheiro nos bancos para ver se os bancos voltam a financiar e a economia volta a crescer. Foi o que fez o Brasil, com muita competência técnica, mas com riscos muito grandes, porque a gente não tocou na estrutura da própria economia, que vai continuar exigindo muito financiamento, além das possibilidades de pagamento, como nós vamos descobrir daqui a alguns anos quando começar, outra vez, a acontecer as quebras.

Mas não é só isso. A gente resolve aumentando a economia e não percebe que isso gera uma degradação ambiental. Não tem como resolver a crise ambiental se a gente não tiver uma economia adaptada ao meio ambiente. Aí vem o problema social. Falo não só do problema social da desigualdade. A gente aumenta a venda de automóveis e fica preso no engarrafamento. O engarrafamento é um problema social da maior gravidade. Quantos milhões de brasileiros vão, hoje, passar horas em engarrafamentos, perdendo a vida, morrendo aos pouquinhos? Morre-se muito de uma vez quando se morre, mas morre-se um pouquinho quando se perde tempo.

Temos um grande problema ideológico, que é a concepção de projetos, que é o destino do País, que é o rumo que a gente quer. É aí que eu ponho a educação como o grande motor.

A educação traria a solução para os quatro ao longo do tempo. Isso não quer dizer que a gente tenha de esquecer o probleminhas de hoje; de jeito nenhum. É preciso enfrentá-los, todos eles, já, mas sabendo que só vão ser transformados quando nós os enfrentarmos em conjunto. É aí que eu acho que entra a educação.

Essa mudança tem que começar de nosso Municipio de Gov.Eugênio Barros e de todo o Brasil é só para reafirmar que é sempre a voz da educação. Se não me engano,  Não tem como a gente pensar num país que não leve a educação a sério. Eu acredito mesmo, para falar a verdade,  eu gostaria de ver um candidato a Presidente da República que colocasse assim: Olha, meu lema vai ser garantir a educação de qualidade para todos os brasileiros. É o item nº 1 do meu plano de governo, é o item nº 2, é o 3, é o 4, quer dizer, todos os itens do meu plano de governo vão ser fechados na garantia da educação. Melhorando a educação, melhora todo o País, melhora a qualidade de vida das pessoas. Nós vamos ter mais oportunidades, vamos ter perspectivas futuras. Quer dizer, tanta coisa que nós podemos garantir com a educação. Portanto, eu quero mais uma vez me associar a todos Maranhenses, a ideia é que a gente possa sempre se unir a favor daquilo que é fundamental para uma população que ser quer próspera, que é a educação dos seus filhos.
Quero concluir, dizendo que eu estava vendo uma lista dos homens mais ricos do mundo neste momento e nenhum deles herdou fortuna. É uma novidade que há no mundo. Os homens ricos e as mulheres ricas herdavam dinheiro. Nenhum herdou, todos fizeram suas fortunas, primeira coisa interessante. Segundo, todos fizeram suas fortunas graças a três fatos: primeiro, cada um deles teve uma boa ideia; segundo, cada um deles teve conhecimento para transformar a ideia em um produto; terceiro, cada um deles foi empreendedor para conseguir produzi-lo em grande escala. Isso mostra que o capital de hoje é o conhecimento, o capital de hoje não é mais a máquina.
A Educação é a sustentação do progresso de um país. Todo país que se preza e que quer o melhor para o seu povo investe mais e mais na educação. Costumo dizer que nós, às vezes, falamos para os nossos filhos ou alunos: estude para ser alguém na vida. Mas nós também não sabemos definir o que é ser alguém na vida. Mas a gente tem consciência de que é preciso ter educação de qualidade para abrir novos horizontes, até para distinguir a criança que nada teve e que chega à escola, Acredito que essa luta tem que ser nossa: aqui por todos, lá, por nós como militantes, por nós, na sala de aula, como professores.
É através da escola, daqui para a frente, que vamos conseguir chegar a ser alguém na vida, seja lá o que for ser alguém, porque, de fato, eu não sei definir o que é ser alguém. Não é necessariamente ter dinheiro, não é necessariamente ser um grande artista. É um conjunto de coisas. Inclusive depende da felicidade pessoal, que vem de fatores que não estão na escola, mas que quem tem educação tem mais chance de ter. Porque é difícil ser feliz sem ter um emprego. E é muito difícil ter um emprego sem ter escola, sem ter educação. Escola, família, mídia e a igreja podem ajudar muito também na composição desse menu da educação que a gente precisa.
Mas, concluindo, eu queria lembrar este fato: os grandes homens de fortuna de hoje não a herdaram. Eles construíram suas fortunas necessariamente a partir de uma boa ideia, do conhecimento, para transformar a ideia em um produto, e do empreendedorismo, para produzir esse produto em grande quantidade. É assim com o Bill Gates. É assim com o Steve Jobs. É assim com o que criou o Google. São esses, diferente de antes: ou era porque tinha herdado ou porque, como homem de negócio, terminava fazendo fortuna. Não precisava ter a idéia, não precisava ter o conhecimento. Hoje tem que ter. E o que vale para uma pessoa vale para um país.
O Brasil não vai ser uma grande potência se apenas aumentar exportações dos bens primários de hoje e eu coloco como bem primário hoje a indústria mecânica. bens primários eram a agricultura e a mineração. Não! Bem primário hoje é a agricultura, a mineração e a indústria mecânica. Os bens terciários, os bens secundários são os bens de alto conteúdo de conhecimento dentro deles. No Brasil, não estamos exportando bens com alto conteúdo de conhecimento. Nossos produtos são quase todos brutos, seja o minério de ferro, sejam mesmo os automóveis. São produtos brutos, porque a inteligência veio de fora. Até os nossos aviões, que é o que há de melhor da nossa criatividade intelectual, da nossa engenharia. Se você olhar dentro dos aviões da Embraer, a maior parte do conteúdo de alto conhecimento foi importado; a parte de navegação, os chips, o motor são bens importados.
Por isso, não perco a oportunidade de vir aqui falar desse despertar que sinto na mídia e mesmo em muitos de nós, de que a educação é o vetor do progresso, não é apenas um serviço como a limpeza urbana. Tem prefeitos no Maranhão que acha que educação é o mesmo que limpeza urbana, é uma obrigação de um serviço, não é o transformador; é necessário, mas não é o transformador. Está começando a haver um despertar nesse sentido.
Espero que essa campanha presidencial, mesmo que não desperte suficientemente, já traga o assunto. E a mídia vai, cada vez mais, tocar, porque o setor industrial e o setor econômico começam a perceber que o grande entrave daqui para frente para o nosso avanço vai ser a falta de mão de obra.
E para encerrar, Meus Amigos se me permite, eu quero contar um fato que aconteceu comigo faz algum tempo, um ano ou dois. Eu estava em uma pequena praia em no Maranhão, e, num restaurante, me reconheceram e trouxeram dois empresários, dois homens, jovens, jovens de 40 anos, algo assim, estrangeiros, europeus. O dono do restaurante disse que eles iam investir no Maranhão. E eles me disseram que tinham desistido de investir. Eu perguntei por que eles tinham desistido de investir, e disseram porque faltava mão de obra qualificada. Eu perguntei qual era o ramo deles, e eles disseram: Criação de cavalos.
Para mim, foi uma surpresa. E eu perguntei qual era a qualificação que necessitava para ter uma boa criação de cavalos. E ele disse: Nossos cavalos custam R$2 milhões, R$3 milhões, R$4 milhões. Nós não deixamos nas mãos de quem não for capaz de ler a bula do remédio em inglês, porque nossos remédios são importados. Depois, nossos cavalos são muito caros. Nós acompanhamos, dia a dia, passo a passo, o que comem, o remédio que tomam, quanto saltam, que velocidade têm, e isso só com análises, através dos computadores. Além disso, a gente faz o investimento, vai embora e fica administrando de longe pela Internet. Nós não encontramos aqui mão de obra capaz de fazer isso.
Criação de cavalo! Imagine os outros setores que este País precisa ter para ser um país dinâmico. Como vamos fazer sem esta base fundamental que é mão de obra qualificada?
A indústria está percebendo. Eu creio que o temos que começa a perceber. A mídia está percebendo. Em breve, tenho a impressão de que teremos despertado, sem necessidade de um Juscelino, que foi o grande mentor daquela transformação, para um processo quase que natural. Eu só espero que não demore muito.

Muito Obtigado,  Aelson Barros

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eugêniobarrenses Aviso Importanmte

Iremos neste momento somente trabalhar Politicas publicas para nosso Município e teremos um grande apoio da nossa regional e de municípis proximos, estamos viabilizando uma grande pesquisa sobre como deve funcionar a Camara municípal e qual a importancia de nossa Juventude

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vinicius de Moraes - Educação do Maranhão Hoje

Era uma casa muito engraçada


não tinha teto não tinha nada

ninguém podia entrar nela não

porque na casa não tinha chão

ninguém podia dormir na rede

porque na casa não tinha parede

ninguém podia fazer xixi

porque pinico não tinha ali

Era uma casa muito engraçada

não tinha teto não tinha nada

ninguém podia entrar nela não

porque na casa não tinha chão

ninguém podia dormir na rede

porque na casa não tinha parede

ninguém podia fazer xixi

porque pinico não tinha ali

Mas era feita com muito esmero

na rua dos bobos número zero

Mas era feita com muito esmero

na rua dos bobos número zero

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Carta aberta à Juventude Maranhense e do Nosso Querido Municipio de Governador Eugênio Barros.

A juventude está nos bancos de escolas, das universidades, no comércio, na indústria, no campo, nas igrejas, nas periferias, palafitas, povoados, nas praças, nas ruas, nas esquinas, na classe média, na classe rica, nas casas de ressocialização, nos campinhos de futebol à beira das estradas, nos rios, lagos, praias, cidades grandes e pequenas. Em todos esses lugares a juventude diz “presente!”

Amanhã essa juventude estará nas prefeituras, nas câmaras de vereadores, nas governadorias, assembléias legislativas, nos tribunais, no Congresso Nacional, na Presidência da República e em todos os outros centros de poder do nosso país.

Parece óbvio dizer que precisamos cuidar da juventude para que tenhamos um país e um estado melhor no futuro. Mas o óbvio nem sempre é o mais fácil de ser compreendido. Como explicar que os jovens do Maranhão são tratados com desinteresse, desprezo e a intolerância que vimos ao longo de tantos e tantos anos?

Comecei a minha história política no movimento estudantil, no início dos anos 90. Naquela época, os mais experientes já reivindicavam para a juventude o acesso a uma educação digna, trabalho, segurança, esporte e lazer saudáveis nas comunidades. Até hoje estas lutas da juventude são as minhas lutas. Do início da minha trajetória para cá, além dessas reivindicações, outra coisa permanece igual. O governo do Maranhão. Há quarenta anos, desde que José Sarney de Araújo Costa foi eleito ao governo do Maranhão, em 1965, todos os governadores do estado foram indicados por ele.

Poderíamos pensar que quase meio século depois, o povo maranhense estaria gozando de um grande bem-estar coletivo. Sim, poderíamos, mas os números mostram outra coisa. O índice de desenvolvimento humano (IDH) do Maranhão em 2005, segundo a ONU, foi o 26º do país – penúltima posição, ganhando apenas de Alagoas. A cada mil crianças nascidas vivas 38 morrem antes de completar um ano de idade. Mais uma vez, só somos melhores que Alagoas. No analfabetismo a terra de Gonçalves Dias, Aluísio de Azevedo e Ferreira Gullar está na 23ª posição entre os 27 estados.

Diante disso podemos pensar que é impossível o Maranhão sair do atraso em que se encontra durante todos esses anos, mas não é. O fato é que esse grupo - a oligarquia Sarney – detém o poder desde os anos 60 e não tem vontade te ver o nosso estado se desenvolver. Não é interessante para quem quer se perpetuar no poder que seu povo tenha educação de qualidade, informação e discernimento suficientes para saber o que é melhor para ele. Com uma população carente e desinformada, se ganha facilmente uma eleição com demagogia. É assim que a oligarquia Sarney pensa e age.

Com a eleição de Jackson Lago, em 2006, rompemos um ciclo de estagnação social e econômica de quarenta anos. O Governador deu início a um trabalho de longo prazo focado na valorização da Juventude. Escolas foram inauguradas com um programa de esporte e as que já existiam foram agraciadas com os programas. Pensamos e construímos o Centro da Juventude em Timon, o maior e mais completo centro voltado ao esporte, lazer e cultura de crianças e adolescentes do Norte/Nordeste. Lutamos para incluir o Maranhão e seus municípios de forma ampla na Política Nacional da Juventude do governo federal, firmamos acordo para que fossem oferecidas o maior número de vagas possível para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem).

Mas esses e todos os outros projetos foram abruptamente interrompidos com uma execrável covardia: a cassação do governador Jackson Lago, calculada friamente por meio de dossiês e provas forjadas pelos asseclas de José Sarney e de sua filha, Roseana, derrotada pela maioria de votos na eleição de 2006. A Justiça Eleitoral, numa votação absolutamente controversa e, no mínimo, estranha, votou pelo afastamento de Jackson Lago por quatro votos a três. A interrupção do Governo foi um duro golpe. Muito já havia sido feito pela nossa Juventude, mas havia muito mais ainda por fazer.

Precisei me desincompatibilizar do cargo no Estado para enfrentar uma nova jornada em favor da juventude maranhense. Sou empunhando as bandeiras do início da minha vida pública. Queremos dignidade e oportunidades para todos. Assim se constrói uma verdadeira democracia.

A eleição de Jackson Lago em 2006 foi um marco na história do Maranhão. O povo foi às urnas, venceu e foi às ruas para comemorar o triunfo da esperança depois de quarenta anos de frustração, repressão e descaso. Mais uma vez, me vejo presente na história de lutas de Jackson Lago, defendendo suas bandeiras e valores, e este ano mais uma ves estaremos unidos com o objetivo claro de reconduzir Jackson ao Governo do Estado conto com a nossa juventude de Gov.Eugênio Barros e de todo o Maranhão.

Aelson Barros