quinta-feira, 30 de junho de 2011

São João em Gov. Eugênio Barros

A Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer
Acaba de divulgar a programação oficial dos festejos juninos que irão de 19 a 29 de junho. O local escolhido para ser palco das apresentações foi  a tradicional Quadra de Esportes do Centro da Cidade. Confira a programação e caia no forró!


Realização: Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer 
Patrocínio: Prefeitura Municipal de Governador Eugênio Barros-Ma
Apoio: Todos que fazem a administração

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Maranhão, Maranhãos: riquezas para poucos, misérias para muitos (1).

(...)


Com tanta riqueza por aí.

Onde é que está.

Cadê sua fração.

(...)

(Plebe Rude, “Até quando esperar” In O concreto rachou, 1985).
Há oportunos sentidos histórico-políticos nos versos da banda de rock brasiliense Plebe Rude. Sirvo-me desses sentidos para orientar esta minha análise sobre o caráter “complexo” da realidade do nosso Estado.
Os indicadores sócio-econômicos do Maranhão, divulgados pelo IBGE no dia 10.05.11, permitem reflexões sobre as condições de existência não de um, mas de vários Maranhãos, no mesmo lugar e tempo. O saudoso professor-geógrafo Milton Santos (1926-2001), afirmou em entrevista concedida à revista
Democracia Viva (IBASE, Dez/97), que “o mundo não existe”. Sendo assim, é possível dizer que um Maranhão, “reflexo do que se vê e diz” como Maranhão, não existe. Existem, isto sim, construtos histórico-culturais – “invenções imagético-discursivas” --, diria o educador-historiador Durval Muniz de Albuquerque Jr (UFRN) --, denominados Maranhão ou Maranhãos.
Há um Maranhão do governo federal que através do seu principal órgão de pesquisa social (IBGE: 2008/9/10), desmascara seus próprios aliados, os Sarneys, governantes do Maranhão há 50 anos. Decidi considerar os indicadores do IBGE para refletir sobre as demandas sociais educação, saúde e segurança.
O educador Florestan Fernandes (1920-1995), com o objetivo de denunciar o pensamento das elites brasileiras sobre a educação do povo, sentenciou: “A educação vai bem, porque ela vai mal”. No Maranhão, considerados juntos o analfabetismo de pessoas com 15 anos de idade ou mais (19,1%) e analfabetos funcionais (31,7%), teremos mais da metade, de uma população total de 6,5 milhões, formada por analfabetos.
Caso se considere nossas principais matrizes étnicas (branco, negro e índio), perceberemos que o grupo social negro (pretos e pardos), temos sido o mais discriminado quanto ao acesso a educação fundamental. A maioria das pessoas com 60 anos de idade ou mais (55%) não tem instrução. Isto permite dizer que ao longo do meio século do poder político dos Sarneys, 3.575.000 pessoas, quando viveram faixas etárias entre 18 a 60 anos de idade, não conseguiram ter acesso à escola, ou seja, sofreram 42 anos de exclusão escolar.
Já foi dito que a ineficiência da saúde publica, alimenta a indústria da saúde privada. No tocante a mortalidade infantil, a ONU considera tolerável a taxa de 15%° (mortes de 15 crianças por cada mil). No Brasil, o Estado do Rio Grande do Sul apresenta 12%° e o Alagoas, 46%°. Aqui no Maranhão, a mortalidade infantil é de 36,5%° (36 ou 37 crianças morrem por cada mil). É fácil observarmos que em termos de eqüidistância, estamos mais próximos da tragédia infantil de Alagoas (- 9,9%°) que do sucesso do Rio Grande do Sul (+ 23,8%/).
A expressão “Carcará em ação”, construída no dia 04.12.05, é do saudoso jornalista paraense-maranhense Walter Rodrigues (1950-2010). Ela ajuda a entender como a violência pode ser institucionalmente orientada no Maranhão. Por isso, para agravar esse quadro desolador, temos que a grande maioria dos homens (84,4%), entre 15 e 19 anos de idade, está morrendo em conseqüência de “causas externas”, ou seja, vitimados por armas brancas e de fogo, acidentes automobilísticos etc.
Da observação desses indicadores do IBGE cabe a conclusão que crianças, jovens, velhos e negros não têm vez no (s) governo (s) de Roseana, e, as conseqüentes perguntas: quem tem vez nesse Maranhão da filha do Sarney? Qual é a mudança que os petistas “históricos” Washington Luiz e Raimundo Monteiro disseram na TV estarem ajudando a construir com Roseana?
Outro Maranhão, é o do (des) governo de Roseana, “inventado” e percebido através da mídia controlada pela família Sarney e seus aliados. O Maranhão roseanista apresenta indicadores sócio-econômicos que, no mínimo, embaraçam os do governo federal, seu aliado. A propaganda freqüente e intensa do (des) governo Roseana, veiculada principalmente pelas TVs Mirante e Difusora, fundamenta-se em pesquisas sociais do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Geoprocessamento-IMESC. Por essa propaganda, tem-se que nos últimos dez (10) anos o Produto Interno bruto-PIB do Estado, cresceu mais de 50%. Em 2002 esse PIB representava R$15.449 bilhões. A renda per capita da população aumentou 17,5%. Era de R$ 2.636,93, no ano de 2002 e o governo está divulgando que a economia crescerá 7,5% ao ano, expectativa maior que a nacional de 4,5% (BC/2011).
Além disso, os cem (100) bilhões de investimentos, com os duzentos (200) mil empregos, noticiados na TV, “vendem” a possibilidade de um Maranhão mais próspero que o Rio Grande do Sul, como já foi insinuado em propaganda institucional recente, que comparava os salários de educadores dos dois Estados. Não fossem carregadas de intencionalidades danosas ao povo maranhense, daria para sorrir de Roseana, com o “seu” Maranhão das maravilhas. O Maranhão de Roseana permitiu-lhe a proeza de aumentar o próprio patrimônio em quase 280%, ou seja, dos R$ 143.000,00 em 2006 para R$7.800.000,00 em 2011 (Revista Época, mai/11). Um Estado generoso capaz de conceder duas aposentadorias ao pai de Roseana que, somadas, no ano de 2007, chegava a R$ 35.560,98 (FSP:06.08.09).
Um terceiro Maranhão, entre outros possíveis, é o dos educadores em greve durante 77 dias (SEDUC/ASCON, 17.05.11). Neste, que me afeta, lutamos fundamentalmente por reconhecimento profissional, traduzido na exigência e respeito à Lei do Piso (Lei 11738/08, de iniciativa do educador Cristovam Buarque, em vigor desde 2009) e na aprovação/implantação do Estatuto do Educador (SINPROESEMMA: Lei 6110/94). Isto é, os educadores maranhenses, cobramos que o governo de Roseana respeite uma Lei Federal, em vigor desde janeiro de 2009 e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal-STF, no dia 06.04.11, como instituto válido nacionalmente; e, que, após encaminhar à Assembléia Legislativa do Maranhão, sancione o Estatuto do Educador. Neste Maranhão dos educadores, com mestrado em HB (UFPI), especialização em HB (UEMA) e especialização em Avaliação Educacional (UFMA), recebo mensalmente, po r 20 horas semanais, R$ 1.400,00. Nos meses de abril e maio deste ano, o governo de Roseana retirou R$1.300,00, referentes a 10 dias de cada um destes dois meses em que aderi à greve.
Os poetas da Plebe encerram seu poema-música com os versos seguintes: “(..) Até quando esperar./Até me ajoelhar./Esperando uma ajuda de Deus.” Encerro este texto-reflexão lembrando aos maranhenses que o SINPROESEMMA e o M.R.P.-Maranhão, nos 77 dias de greve geral dos educadores maranhenses, não estiveram esperando, mas indicando, concretamente, possibilidades de tomarmos a “fração” dos educadores.
Francinaldo Morais, professor de História, Caxias-MA.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MACHA DOS PREFEITOS

Meus @migos, hoje é um dia muito especial para milhares de prefeitos do Brasil inteiro. Eu diria que o dia de hoje é especial como desdobramento do que ocorreu ontem e como esforço acumulado desses 14 anos, de marcha, de batalha e até de um reconhecimento por parte de todos, tanto na esfera federal no Executivo, no Parlamento do que significa a tarefa municipal.
Creio que esse seja um debate extremamente consolidado, meu caro @migos, no que diz respeito à tese do desenvolvimento local, que se associa a um empreendimento que todos nós trabalhamos ao longo das nossas vidas para conceber como um esforço do municipalismo. É pouco, na minha opinião, encerrar no municipalismo as questões institucionais, como se o desenvolvimento local, o enfrentamento dos problemas locais, pudesse aguardar talvez a benevolência, a boa vontade do gestor do Estado. Em muitos casos, o Estado tem uma força brutal sobre os Municípios, principalmente se analisarmos a situação dos Municípios nordestinos, assim como a União a partir dessa divisão do bolo. Quero falar do dia de hoje como um dia magnânimo, porque a gente pode contabilizar efetivamente os feitos ocorridos ontem à noite, não como um esforço hercúleo ou uma tentativa de frear a Marcha. Eu diria até numa tentativa de ir ao encontro da Marcha. A antecipação da participação da Presidenta da República naquele ato, que estava prevista para a quinta; portanto, chegando na terça e, ao mesmo tempo, respondendo a questões centrais.
Ainda temos temas, eu diria, dos mais complicados para tratarmos, e que nós deveremos tratar: temas como a Emenda nº 29, essa repactuação dos recursos da saúde que é fundamental que a gente trate isso. Ninguém faz assistência de saúde sem levar em conta a capilaridade. É no Município em que o cidadão mora, é ali onde as coisas se processam. No debate envolvendo os royalties do petróleo e particularmente o pré-sal, eu tenho defendido peremptoriamente essa questão, a partir do entendimento de que não pode ser dado a esse ou àquele local a primazia da riqueza do subsolo brasileiro. Reconheço que, em Estados onde a base de exploração é até maior, pode-se ter também um apreço maior pela estrutura. Mas as pesquisas que nos ajudaram a descobrir o pré-sal foram produzidas a partir, exatamente, do esforço de um recurso público utilizado de todo o País.

Muito obrigado.
Aelson Barros

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Inflação

Vou falar de um assunto muito importante, que é a inflação, sobre o que a Presidenta Dilma ontem falou com tanta ênfase. Vou falar sobre inflação,  nós não teremos outro assunto a não ser o problema dos preços e dos salários. Por isso, neste momento, não há nada mais importante , falei sobre isso na semana passada com o Amigo e volto a insistir, nada mais inquietante e preocupante do que o risco da volta da inflação em nível alto. Isso é mais importante do que saber se os estádios de futebol vão estar prontos ou não, isso é mais importante do que saber se os aeroportos vão conseguir receber todos os turistas da Copa do Mundo, das Olimpíadas ou não. Nós, nestes últimos cinco meses, já tivemos, por cinco vezes, o IPCC 1 acima de 6,5%. Quero chamar atenção, primeiro, para o que é o IPCC 1 e chamar atenção para o que significa o número 6,5. A meta de inflação definida pelo Banco Central, desejada por todos, é 4,5, mas sempre se coloca a possibilidade de dois pontos acima ou dois pontos abaixo. Nós, por cinco vezes, ultrapassamos o limite superior do 4,5 mais dois. Ultrapassamos isso, preciso explicar no IPCC 1. E o que é o IPCC 1? É o indicador que mede a inflação dos mais pobres, de um a dois e meio salários. Portanto, Meus queridos Amigos, volto a dizer o mesmo que disse ao meu Amigo. Não adianta toda a luta para aumentar 5% no salário mínimo se a inflação é de 7,41%, ou se passa de 6,5%. Não adianta toda essa luta pelo salário mínimo se a inflação volta. Não adianta toda a luta pelo aumento de salários se a inflação volta. Por isso, creio que esse é o tema fundamental do dia de hoje, dos dias de hoje, dessas semanas. A Presidenta, falou com muita ênfase e firmeza que, para ela, a luta contra a inflação é um ponto fundamental do seu Governo. E, de fato, por mais que ela faça, se a inflação voltar, o seu Governo fracassou.  Eu às vezes acho, Meus Amigos, que não dá para enfrentar o problema da inflação, porque inflação se combate também com credibilidade dos que conduzem a economia. Inflação se combate com controle de gastos públicos, inflação se combate com taxa de juros, mas inflação se combate também com credibilidade daqueles que estiverem comandando o processo. De nada adianta dizer que se vão reduzir gastos públicos se não houver confiança em que os gastos públicos serão reduzidos. De nada adianta dizer que a taxa de juros definida na próxima reunião no Banco Central vai ser de meio ponto se não houver confiança de que esse meio ponto foi chegado, acertado com base em análises frias do mercado. temos de continuar lutando cada um por aquele tema que considera sua bandeira. Não vou deixar de lutar aqui pela revolução que o Brasil precisa fazer e que, a meu ver, está na educação de base. Mas, neste momento, cada um dos nossos politicos deveria dizer que suas bandeiras fundamentais têm de estar recuadas enquanto não tivermos a plena convicção de que os preços dos produtos vendidos neste País vão manter a estabilidade que conseguimos, a partir de 1994, com tanto esforço. Quem tem a minha idade sabe que viveu quase toda sua vida sem saber quanto ia custar um produto na semana seguinte, depois de ter ganho o salário. Nós não podemos deixar que isso volte. E não podemos deixar que isso volte não só porque fere o bolso, fere o bem-estar, mas porque fere a cabeça das pessoas, porque, à medida que os preços deixam de ser uma referência, a gente perde as outras referências. Na hora que entra na agenda a inflação, a agenda muda, e os outros itens desaparecem completamente do cenário nacional. O Brasil já avançou muito e em grande parte pela estabilidade monetária que nós conquistamos e que virou um pacto nacional. Basta dizer que já mudamos do Presidente Itamar para o Presidente Fernando Henrique, para o Presidente Lula, para a Presidenta Dilma, mantendo a mesma coerência de compromisso com a estabilidade monetária. Deixar que isso morra, deixar que volte aquele tempo em que a gente não tinha padrão de referência de quanto as coisas custavam, de quanto valia uma ou outra. Deixar que volte esse tempo da maquininha infernal de remarcação de preços é a destruição de uma agenda de transformação nacional. Por isso, eu quero deixar aqui esse meu recado, mais uma vez, repetitivo. Disseram que eu sou repetitivo, porque só falo de educação e politica do Maranhão. Eu agora só vou ser repetitivo porque só vou falar de inflação, para poder voltar a falar de educação e politica e sensibilizar as outras pessoas. Senão, ninguém vai ser sensibilizado, tendo em vista que os preços ficam enlouquecidos como já foi neste País.

Era isso, Meus Amigos, que eu tinha a falar. Essa preocupação como CIDADÃO, essa preocupação como Brasileiro, essa preocupação como defensor da revolução que o Brasil precisa na educaçãode nosso POVO. Vamos dar todo apoio que a Presidenta quiser na luta contra a inflação.

Agora, para isso, o Governo tem de fazer alguns gestos que nos convençam de que a fala dela é, de fato, para valer; de que a fala dela é, de fato, comprometida; de que, de fato, ela está disposta a fazer o que for preciso para que este País continue com a estabilidade monetária que nós temos.

Agradeço a todos, Era esse o recado de um Brasileiro que, tão angustiado com a saúde, com a educação, com a pobreza.

Aelson Barros

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Corpo de Jackson é sepultado no Vinhais sob forte emoção


O corpo do ex-governador Jackson Lago foi sepultado com honras militares, por volta das 11h30 de hoje, no Cemitério Parque da Saudade, no bairro do Vinhais, em São Luís. Milhares de pessoas, entre familiares, amigos, correligionários e políticos de vários partidos acompanharam a cerimônia fúnebre, que aconteceu debaixo de muita chuva, mas sob forte emoção dos presentes.
O medico Jackson Kepler Lago – um dos fundadores do PDT, em 1979, ao lado de Leonel Brizola –, morreu na segunda-feira (4), aos 76 anos, no Hospital do Coração (São Paulo), de falência múltipla de órgãos, após complicações decorrentes de um câncer de próstata.

Ele era casado com a também médica Maria Clay Moreira Lago e tinha um filho – Igor – e duas filhas – Ludmila e Luciana.
O corpo do ex-governador chegou ontem às 15h em São Luís e foi levado em carro aberto do Corpo de Bombeiros, do aeroporto de São Luís até a sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), na Rua dos Afogados (Centro), onde foi velado.
Além de governador (2007-2009), Jackson Lago foi deputado estadual (1975-1979) e prefeito de São Luís por três mandatos (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2002, quando deixou o cargo para se candidatar a governador).
ackson também foi secretário estadual de Saúde de 1987 a 1988, no governo de Epitácio Cafeteira. Saiu para disputar e vencer pela primeira vez a eleição para prefeito de São Luís.
Lago concorreu ao governo estadual por três vezes. Além de 2006 – quando venceu Roseana Sarney – e 2010, ele disputou o cargo em 2002, perdendo para José Reinaldo Tavares (PSB).
O pedetista foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março de 2009 por abuso de poder político. Cinco ministros votaram a favor da cassação e dois contra. Após recurso, a decisão foi confirmada em 16 de abril do mesmo ano. O TSE mandou a segunda colocada no pleito, Roseana Sarney Murad (PMDB) assumir o cargo, o que ocorreu em 17 de abril.
Jackson sempre classificou sua cassação de “golpe judicial”.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Morre em São Paulo o ex-governador Jackson Lago

Morreu há poucos minutos no Hospital do Coração, em São Paulo, o ex-governador do Maranhão Jackson Kepler Lago. Ele estava internado desde quarta-feira (30), depois de uma piora no seu estado de saúde. Jackson sofria de câncer de próstata.

José Alencar

Meus @migos
,
Sei que neste momento o normal é começar falando para a família do José Alencar, para os mineiros. Mas quero falar,  para os jovens brasileiros. Quero que eles tenham a sensação que não temos todos os dias do nascimento de um personagem histórico; que eles percebam que hoje, no começo da tarde, no Brasil, nasceu um novo personagem histórico. Personagem histórico que os jovens precisam entender como é que nasce. Ele nasce obviamente, em primeiro lugar, pela vida que ele teve, mas ele nasce sobretudo pela doação que fez ao seu País, a sua Nação.


José Alencar hoje deixou de estar entre nós na vida, mas hoje ele nasceu para a história. Nós perdemos uma figura especial na relação que nós tínhamos, mas nós ganhamos um exemplo a ser seguido por cada um de nós.

Por isto eu falo para os jovens brasileiros, para que eles percebam que, diante do desânimo que eles vivem, diante do sentimento de mágoa que eles têm, diante da frustração que eles têm com aqueles que fazem política, eles têm que perceber que, no meio de tantos de nós, de repente, um deles desaparece para a vida e surge para a história. Desaparece como ser humano e aparece como ser histórico, como exemplo permanente.

Quero que cada um dos jovens brasileiros hoje entendessem, ao olhar ao redor, ao ver o noticiário, ao perceber quantos estão sofrendo neste País inteiro, entendessem que tiveram o privilégio, estão tendo o privilégio de terem acompanhado a luta de um grande homem, um grande homem de sucesso nos seus negócios, de grande sucesso na vida pública, mas um homem sobretudo de coerência, de capacidade, de resistência inclusive física e por isso, pela resistência, pelo sucesso, pela coerência, pela luta ele vira um personagem histórico. Graças à política. O simples fato de ele ser um homem de sucesso nos negócios não teria feito dele um personagem histórico em que ele se transformou ao viver lutando e ao morrer lutando. Esse personagem histórico nasceu da crença dele na luta política, da sua doação pela política ao seu País e pela capacidade de exercer a política com honradez.

Eu quero deixar esta mensagem aos jovens brasileiros: cada um de vocês tenha a sensação de assistir ao nascimento de um personagem histórico da maior importância no cenário brasileiro.

Para concluir,  meus cumprimentos aos familiares, aos mineiros ,ao PRB, o partido que o acolheu, que fez dele Vice-Presidente e ao qual ele serviu, com tanta honra e tanto orgulho para vocês. Parabéns pelo personagem de que vocês estiveram juntos. Parabéns pelo exemplo histórico que surgiu do PRB para a história brasileira.

Aelson Barros