quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Presidente do Senado Federal Jose Sarney recebe Tradutor Juramentado Aelson Barros
O Presidente do Senado Federal José Sarney, recebeu nesta manhã o Tradutor Juramentado Aelson Barros, que estava passando uns dias em Brasilia-DF para prestigia os 11 novos Embaixadores e tratar de assuntos para novos investimentos para o estado do Maranhão e a marcação da agenda para 2012.
Um recado à juventude de GEB
Olá, pessoal!
Estou
criando este espaço para postar idéias minhas, reflexões, textos de
autores que creio serem relevantes e, de alguma forma poder contribuir
para um mundo melhor, onde pessoas gostem mais de pessoas do que de
coisas, e pessoas enxerguem as outras como seres iguais e não inferiores
ou superiores, mas acima de tudo para todas as pessoas do nosso municipio.
Atenciosamente,
Aelson Barros
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
2012
Meus Caros @migos de Governador Eugênio Barros-Ma, iremos fazer um grande trabalho agora voltado mais para nossa realidade!!!
2012, será um ano de grandes mudanças!!
Aelson Barros
2012, será um ano de grandes mudanças!!
Aelson Barros
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Feliz Dia dos Professores GEB
hoje pela
manhã, logo cedo, como acontece sempre, recebi telefonemas de
amigos. Por incrível que pareça, parecia que tinham combinado,
Meus @migos, porque todos me perguntavam: Tem-se o que
comemorar no dia de hoje? E eu respondi para eles que a gente comemora
o aniversário mesmo quando está doente.
A verdade é que nós, professores, temos o que comemorar, sim, no Dia dos Professores. Mas não podemos deixar de lembrar que a nossa comemoração vem carregada de um certo sentimento de descontentamento, de tristeza, pelo fato de nossa profissão ainda não ser reconhecida com a importância que tem no cenário do futuro de um país. Como eu costumo dizer, e outros também, quando você quer olhar o futuro de um país, olhe na escola desse país no dia de hoje. É muito difícil conhecer o futuro das pessoas. Existem bolas de cristal, existem cartas que dizem que falam o futuro, mas a gente sabe que nada disso de fato descreve o futuro. Mas há uma coisa que descreve o futuro: o futuro de um país tem a cara da sua escola no presente.
E, medido por isso, o futuro do nosso Maranhão a nivel de Brasil não parece ser muito bonito, porque as escolas estão depredadas. Não parece ser um futuro de muita eficiência, porque nossas crianças abandonam a escola numa velocidade de 60 por minuto. Não parece o futuro do Brasil, nessas condições, estar carregado de entusiasmo, porque os nossos professores, com o salário que recebem, pela maneira como são tratados, têm razão de se sentirem desmotivados.
Mesmo assim, nós temos o que comemorar. Nós temos o que comemorar, em primeiro lugar, pelo fato de termos optado por uma profissão que constrói o futuro. Nós temos o que comemorar pelo heroísmo que significa, no Brasil de hoje e também dos últimos tempos, ser professor.
Mas é por isso que, em vez de ficar prestando as homenagens que os professores merecem, eu quero dedicar este pequeno tempo em que vou falar a analisar aqueles que lutaram para que a educação fosse melhor e aqueles que hoje tentam complementar a educação com instrumentos próprios, com contribuições pessoais.
Em primeiro lugar, aqueles que fizeram o possível para que nós tivéssemos uma educação de qualidade, aquilo que vem sendo chamado ultimamente de os educacionistas; não os educadores, que são os que estão dentro das salas de aulas, mas educacionistas, aqueles que estão nas ruas, lutando para melhorar as salas de aula.
E aqui colocamos o nome e o rosto, a lembrança de alguns educacionistas.
Educacionista como Gustavo Capanema, que, Ministro por um longo período, deu um salto nas escolas públicas brasileiras, embora em um número restrito de escolas. Criou um sistema que é o que a gente precisa, um sistema nacional de educação. Gustavo Capanema até exagerava ao dizer que se orgulhava de saber, a cada instante do dia, que aula estava sendo dada em todas as salas de aula do Brasil naquele dia. Isso pode até ser um exagero, porque tira um pouco da liberdade das escolas, mas é uma necessidade, porque enquanto não houver um processo de federalização, de nacionalização, de igualdade das escolas em todo o território brasileiro, nós não podemos dizer que o Brasil tem a escola. Tem algumas escolas, mas não tem a escola.
A escola só será a escola no Brasil quando elas tiverem todas o mesmo padrão de qualidade, quando os professores dispuserem de uma carreira nacional do magistério, que pague um salário igual em qualquer parte do Brasil. E não como hoje, quando os pobres prefeitos não têm condições de pagar um salário igual nas cidades grandes e nas pequenas.
Um educacionista como Paulo Freire, como Anísio Teixeira, um, baiano; o outro, mineiro, um baiano que se preparou, que se dedicou a ser educador, mas foi também um educacionista. Ele não apenas fez com que as escolas fossem melhores, cada uma delas, mas lutou para que o conjunto delas fosse de qualidade. Anízio Teixeira deixou até hoje o marco de muito do que a gente deve seguir em cada escola, como educador, e no conjunto das escolas, como educacionista.
Darcy Ribeiro, lutou pela educação e que foi um educacionista, criando universidade, mas, sobretudo, lutando através dele próprio, e criando as leis básicas da educação brasileira. Ele fez a Lei de Diretrizes e Bases que rege a educação. Nós é que não estamos conseguindo cumprir essas leis como deveríamos e, obviamente, aprovar todas aquelas complementares que são necessárias.
Uma figura como Paulo Freire, esse que foi também um educador e um educacionista. Um pernambucano que, desde cedo, decidiu que a vida dele seria para erradicar o analfabetismo no País; e que fez isso, primeiro, como técnico, criando um método novo, que permite alfabetizar rapidamente.
É preciso que, neste País, todas as escolas tenham prédios bonitos, bem equipados, com quadras de esporte, com instalações de arte. Que nessas escolas os professores estejam entre a categoria melhor remunerada do País. E aí insisto em dizer: se não há dinheiro para se pagar bem o professor, então, baixemos os salários dos outros, que ganham muito. A grande dificuldade não é que se ganha pouco. É a diferença, a desigualdade, que faz com que os grandes jovens deste País terminem preferindo outra profissão em vez do magistério. Não dá para subir, o salário dos professores? Então, baixemos o dos outros, porque aí a gente vai receber pessoas que querem ser professores por causa do salário.
Temos que ter professores que tenham a cabeça, o coração e o bolso combinados. O bolso, bem remunerado; a cabeça, bem formada; o coração, bem motivado. Isso em horário integral. Se a gente tiver prédios bem bonitos e bem equipados, os professores bem motivados, bem formados e bem remunerados, e isso em horário integral, não tenha dúvida de que a gente tem uma boa educação nessa escola.
Mas é preciso fazer isso nas 200 mil escolas do Brasil. Essas 200 mil não vão poder ser modificadas de um dia para o outro. Não podemos fazer com a revolução educacional o que fizemos com a Abolição da Escravatura, em que se assinou a lei um dia e, no outro, os escravos estavam livres, ou, pelo menos, com a sensação de livres, porque a maior parte deles, até hoje, não se libertou plenamente dos resíduos da escravidão. Mas podemos fazer essa revolução por cidades.
Ao longo de 20 anos, em 250 cidades por ano a gente cria uma carreira nacional do magistério, contratando 100 novos professores em concursos federais, com salários federais. Cem mil professores são 3 milhões de crianças atendidas, são 10 mil escolas cobertas, são 250 cidades. Aí a gente vai chegar lá! A escola é o aeroporto do futuro para um país, e a escola é a escada de ascensão social para cada cidadão e cidadã. Por isso, se a escola é o aeroporto, se a escola é a escada, o professor é o piloto que conduz o país ao futuro e que leva pelas mãos seus alunos a ascender socialmente.
Feliz Dia dos Professores, mas sem esquecer que este é um dia sobretudo de luta por tudo aquilo que ainda falta fazer no Brasil pela educação e, portanto, pelos nossos professores!
Feliz Dia dos Professores aos professores! Feliz dia de luta a todos os brasileiros por uma educação de qualidade para todos os brasileiros!
A verdade é que nós, professores, temos o que comemorar, sim, no Dia dos Professores. Mas não podemos deixar de lembrar que a nossa comemoração vem carregada de um certo sentimento de descontentamento, de tristeza, pelo fato de nossa profissão ainda não ser reconhecida com a importância que tem no cenário do futuro de um país. Como eu costumo dizer, e outros também, quando você quer olhar o futuro de um país, olhe na escola desse país no dia de hoje. É muito difícil conhecer o futuro das pessoas. Existem bolas de cristal, existem cartas que dizem que falam o futuro, mas a gente sabe que nada disso de fato descreve o futuro. Mas há uma coisa que descreve o futuro: o futuro de um país tem a cara da sua escola no presente.
E, medido por isso, o futuro do nosso Maranhão a nivel de Brasil não parece ser muito bonito, porque as escolas estão depredadas. Não parece ser um futuro de muita eficiência, porque nossas crianças abandonam a escola numa velocidade de 60 por minuto. Não parece o futuro do Brasil, nessas condições, estar carregado de entusiasmo, porque os nossos professores, com o salário que recebem, pela maneira como são tratados, têm razão de se sentirem desmotivados.
Mesmo assim, nós temos o que comemorar. Nós temos o que comemorar, em primeiro lugar, pelo fato de termos optado por uma profissão que constrói o futuro. Nós temos o que comemorar pelo heroísmo que significa, no Brasil de hoje e também dos últimos tempos, ser professor.
Mas é por isso que, em vez de ficar prestando as homenagens que os professores merecem, eu quero dedicar este pequeno tempo em que vou falar a analisar aqueles que lutaram para que a educação fosse melhor e aqueles que hoje tentam complementar a educação com instrumentos próprios, com contribuições pessoais.
Em primeiro lugar, aqueles que fizeram o possível para que nós tivéssemos uma educação de qualidade, aquilo que vem sendo chamado ultimamente de os educacionistas; não os educadores, que são os que estão dentro das salas de aulas, mas educacionistas, aqueles que estão nas ruas, lutando para melhorar as salas de aula.
E aqui colocamos o nome e o rosto, a lembrança de alguns educacionistas.
Educacionista como Gustavo Capanema, que, Ministro por um longo período, deu um salto nas escolas públicas brasileiras, embora em um número restrito de escolas. Criou um sistema que é o que a gente precisa, um sistema nacional de educação. Gustavo Capanema até exagerava ao dizer que se orgulhava de saber, a cada instante do dia, que aula estava sendo dada em todas as salas de aula do Brasil naquele dia. Isso pode até ser um exagero, porque tira um pouco da liberdade das escolas, mas é uma necessidade, porque enquanto não houver um processo de federalização, de nacionalização, de igualdade das escolas em todo o território brasileiro, nós não podemos dizer que o Brasil tem a escola. Tem algumas escolas, mas não tem a escola.
A escola só será a escola no Brasil quando elas tiverem todas o mesmo padrão de qualidade, quando os professores dispuserem de uma carreira nacional do magistério, que pague um salário igual em qualquer parte do Brasil. E não como hoje, quando os pobres prefeitos não têm condições de pagar um salário igual nas cidades grandes e nas pequenas.
Um educacionista como Paulo Freire, como Anísio Teixeira, um, baiano; o outro, mineiro, um baiano que se preparou, que se dedicou a ser educador, mas foi também um educacionista. Ele não apenas fez com que as escolas fossem melhores, cada uma delas, mas lutou para que o conjunto delas fosse de qualidade. Anízio Teixeira deixou até hoje o marco de muito do que a gente deve seguir em cada escola, como educador, e no conjunto das escolas, como educacionista.
Darcy Ribeiro, lutou pela educação e que foi um educacionista, criando universidade, mas, sobretudo, lutando através dele próprio, e criando as leis básicas da educação brasileira. Ele fez a Lei de Diretrizes e Bases que rege a educação. Nós é que não estamos conseguindo cumprir essas leis como deveríamos e, obviamente, aprovar todas aquelas complementares que são necessárias.
Uma figura como Paulo Freire, esse que foi também um educador e um educacionista. Um pernambucano que, desde cedo, decidiu que a vida dele seria para erradicar o analfabetismo no País; e que fez isso, primeiro, como técnico, criando um método novo, que permite alfabetizar rapidamente.
É preciso que, neste País, todas as escolas tenham prédios bonitos, bem equipados, com quadras de esporte, com instalações de arte. Que nessas escolas os professores estejam entre a categoria melhor remunerada do País. E aí insisto em dizer: se não há dinheiro para se pagar bem o professor, então, baixemos os salários dos outros, que ganham muito. A grande dificuldade não é que se ganha pouco. É a diferença, a desigualdade, que faz com que os grandes jovens deste País terminem preferindo outra profissão em vez do magistério. Não dá para subir, o salário dos professores? Então, baixemos o dos outros, porque aí a gente vai receber pessoas que querem ser professores por causa do salário.
Temos que ter professores que tenham a cabeça, o coração e o bolso combinados. O bolso, bem remunerado; a cabeça, bem formada; o coração, bem motivado. Isso em horário integral. Se a gente tiver prédios bem bonitos e bem equipados, os professores bem motivados, bem formados e bem remunerados, e isso em horário integral, não tenha dúvida de que a gente tem uma boa educação nessa escola.
Mas é preciso fazer isso nas 200 mil escolas do Brasil. Essas 200 mil não vão poder ser modificadas de um dia para o outro. Não podemos fazer com a revolução educacional o que fizemos com a Abolição da Escravatura, em que se assinou a lei um dia e, no outro, os escravos estavam livres, ou, pelo menos, com a sensação de livres, porque a maior parte deles, até hoje, não se libertou plenamente dos resíduos da escravidão. Mas podemos fazer essa revolução por cidades.
Ao longo de 20 anos, em 250 cidades por ano a gente cria uma carreira nacional do magistério, contratando 100 novos professores em concursos federais, com salários federais. Cem mil professores são 3 milhões de crianças atendidas, são 10 mil escolas cobertas, são 250 cidades. Aí a gente vai chegar lá! A escola é o aeroporto do futuro para um país, e a escola é a escada de ascensão social para cada cidadão e cidadã. Por isso, se a escola é o aeroporto, se a escola é a escada, o professor é o piloto que conduz o país ao futuro e que leva pelas mãos seus alunos a ascender socialmente.
Feliz Dia dos Professores, mas sem esquecer que este é um dia sobretudo de luta por tudo aquilo que ainda falta fazer no Brasil pela educação e, portanto, pelos nossos professores!
Feliz Dia dos Professores aos professores! Feliz dia de luta a todos os brasileiros por uma educação de qualidade para todos os brasileiros!
domingo, 9 de outubro de 2011
23 Anos de Constituição
“Declaro promulgada. O documento da liberdade, da dignidade, da
democracia, da Justiça social do Brasil. Que Deus nos ajude para que
isso se cumpra (Deputado Ulysses Guimarães, Presidente da Assembléia
Nacional Constituinte), em 05/10/1988. Nessa semana, mais precisamente, no dia
05 de outubro, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
completa 23 anos de promulgação.
Várias coisas se poderia falar sobre a “Constituição Cidadã”, mas nosso
objetivo aqui é, além de comemorar a vitalidade democrática do regime
instaurado pela mesma, apontar-lhe algumas questões. A Constituição de 88 surgiu como fruto
da luta popular por Democracia – Diretas Já – e pelo fim da Ditadura
Militar que se estendera de 1964 a 1984. Seu texto possui inspirações nos mais modernos do mundo à época, a
Constituição de Portugal (1976) e a da Espanha (1978), que consagraram o
chamado “Estado Democrático de Direito”, uma superação de dois
paradigmas constitucionais, o Estado Liberal e o Estado de Bem-Estar –
superação que não significa rompimento, mas releitura dos mesmos. Apesar da inspiração, sempre é bom
lembrar que o texto aprovado pela Assembléia Nacional Constituinte não
foi o do Anteprojeto da “Comissão Afonso Arinos”, é dizer, uma comissão
de notáveis chegou a apresentar um anteprojeto, contudo,
preliminarmente, o mesmo foi colocado de lado e o texto foi realmente
“construído” na Assembléia, com a contribuição, inédita e marcante, de
“emendas populares”. Esse dado, da participação popular no processo
constituinte, é muito relevante: pela primeira vez em nossa história o
“povo” ajudou efetiva e diretamente a elaborar o texto constitucional. Mas apesar de sempre afirmarmos que o
poder constituinte faz “tabula rasa” do direito anterior – e não só do
direito, mas, formalmente, sabemos também do “Estado”, do “povo”, e até
de questões pitorescas como a língua (durante a Constituinte se discutiu
como deveria se chamar a língua que falamos no Brasil e acabou
prevalecendo a tradição) –, não obstante, o tempo cobra sua força; é
dizer, no processo constituinte elementos representativos do “ancién
régimen” estiveram presentes e são responsáveis pela dualidade que marca
a Constituição de 1988 entre os chamados “progressistas” e o “centrão”.
No texto final isso fica claro, por exemplo, quando a Constituição
afirma a “propriedade” como um direito fundamental e, logo em seguida,
diz que a “propriedade cumprirá sua função social”. Mas não foi apenas no texto. Apenas para
citar um exemplo, o peso de uma tradição autoritária e pouco
democrática e a (até então) irrelevância do Poder Legislativo (frente ao
Executivo) cobram seu preço em um Congresso Nacional (politicamente)
irresponsável, cujos membros (partidos e parlamentares), em sua maioria,
não têm ideais próprios e definidos – pelos quais se possa diferenciar o
partido “A” de “B” sobre o tema “X”. De outro lado, há uma “apatia” dos
cidadãos frente às questões públicas que é sumamente preocupante. Demos um salto civilizacional imenso com a Constituição de
1988 e isso tem se mostrado perceptível principalmente nos últimos anos.
Estamos construindo uma “cultura política democrática”; construímos a
ideia de “cidadão de direitos”, algo totalmente novo no Brasil; aos
poucos os velhos grilhões do obscurantismo e do
conservadorismo-autoritário se tornam rotos e, finalmente, somos mais
pluralistas e temos aprendido a reconhecer o direito e o valor do
pluralismo.
Aelson Barros
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Partidos do Governo
O Governo do Maranhao de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto ... Essa foi a obra do governo nos últimos anos. No outro regime (monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre - as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. No governo, os tarados são os tarudos.
hoje no Maranhao, todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente. E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..." Aelson Barros
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Copa no Brasil 2014
Eu fiquei orgulhoso e, ao mesmo tempo,
preocupado. Preocupado porque, se a Copa é daqui a três anos, mil dias,
até menos, em 2014, daqui a quinze, vinte anos, os indicadores de
educação que nós temos hoje, transmitidos com base no Enem, são
trágicos. E aí vem o constrangimento, eu diria até certa vergonha, de
vermos que os recursos que nós temos para usar para fazer a Copa não são
usados para fazer a escola. Por que é que nós todos ficamos até
ufanistas, com alegria, mobilizados para realizar esses mil dias que
faltam para a Copa e não gastamos tempo necessário para analisarmos os
cinco, dez, quinze, vinte anos que faltam para que a
geração atual de crianças chegue à vida adulta preparada para enfrentar
os novos tempos?
Na mesma semana em que o Brasil comemora os mil dias que faltam para a Copa do Mundo e mostra a pujança deste País para construir tantos estádios gigantescos, belíssimos, a tragédia da educação apresentada pelos indicadores do Enem passa quase desapercebida. E, se se fala dele, é apenas com relação aos indicadores. Nenhuma, nenhuma medida foi tomada visando corrigir isso para resolver o problema da educação. Não vimos uma reunião de Ministérios, não vimos uma reunião do Conselho da República, que é um conselho previsto na Constituição para ser convocado em caso de risco que a Nação atravesse. E a Nação está em risco diante dos resultados mostrados pelo Enem. Nós não vemos mobilização para corrigir isso.
Nós vemos festas hoje porque faltam mil dias para a Copa. Nós vemos pujança para a construção daquilo que é preciso para a Copa no mesmo momento em que sai o resultado do Enem e em que, em centenas de escolas, dezenas de milhares de professores estão em greve, com as escolas paradas.
A gente não vê mobilização. A gente não vê afã de corrigir isso. A gente não vê um esforço para fazer com a educação brasileira o que fizemos, cinquenta anos atrás, para construir esta cidade, Brasília, ou agora fazemos para construir os estádios da Copa. E não só os estádios, e os trens que vão levar, e os aeroportos e todas as obras necessárias.
Por que nosso País se envolve dessa forma e usa sua força, sua pujança, para realizar uma coisa ótima, fundamental, bonita, nobre e que nos entusiasma, que é a Copa do Mundo? Nós não fazemos nem isto aqui para corrigir a situação da educação das nossas crianças. Por quê? Onde foi que a formação nossa de brasileiros, povo e líderes, errou? Onde foi que nos desviamos, a ponto de dizer tudo o que é preciso para a Copa, nada do que é preciso para a escola? Onde é que nós erramos? E o grave é que não seria difícil fazer para a educação o que se está fazendo para a Copa, não em três anos, não em mil dias; em mais tempo.
O próprio resultado do Enem permite mostrar onde está a solução. Uma solução seria dizer: Vamos deixar todas que todas as escolas sejam privadas porque elas são boas!. Só que isso seria a solução para uma pequena minoria de pessoas que poderiam pagar a educação de seus filhos; logo, essa não é a saída. A privatização das telecomunicações resolveu dar um telefone a cada um. A privatização da escola não resolverá porque as escolas custam caro.
Não há educação boa barata. É preciso o povo brasileiro se convencer disso. Com menos de R$9 mil por ano para cada aluno, não há como ter uma boa educação. E as escolas particulares boas cobram R$12 mil por ano, algumas mais do que R$12 mil por ano. E os pais ainda têm de fazer atividades extras de ginástica, caratê, inglês, francês para poderem completar.
No Brasil, um jovem, até o final da sua formação, custa mais ou menos R$250 mil de educação ao longo, digamos, de vinte anos de escolaridade, dos 4 aos 24. Isso dá um valor muito alto.
Nós não temos como pensar em educação boa barata, mas é muito mais barato que manter na cadeia as pessoas que não tiveram alternativas na vida e caíram no crime. Aliás, é mais barato do que o que custa não ter dado educação, pela ineficiência, pelo despreparo, pela incapacidade de inventar produtos novos que cheguem à economia mundial, no lugar de continuarmos sendo produtores de bens primários ou indústria mecânica antiga. Custa muito mais caro não dar educação boa para todos que dar educação boa para todos.
E onde está a solução? Vejam o Enem. Se a gente pega os resultados do Enem, a gente vê que, das cem melhores escolas do Brasil... São 200 mil. Então, quando a gente pega cem, é porque são as melhores, melhores, melhores mesmo. Dessas cem, nós podemos dizer que treze são públicas. Treze são públicas.
É pouco, não é? Muito pouco. Mas o que é interessante é que, dessas treze públicas, doze são federais. Está aí a solução. A solução está em colocar escolas federais, porque os municípios não têm condições, porque os Estados não têm condições, só a União tem condições. Nós não podemos continuar imaginando que vamos ter a solução para as nossas escolas a partir do município.
Das trezentas primeiras escolas, 28 são públicas. Dessas, 27 são federais. A solução está aí. A solução está em ampliar o número de escolas federais neste País. A solução está em fazer com que todas as escolas públicas deste País sejam federais, como o Colégio Pedro II, como as escolas técnicas, como os institutos de aplicação, como os colégios militares.
Quando a gente põe esse número aqui, a gente não está dizendo que o número delas é pequeno. São apenas trezentas escolas federais, entre algumas milhares de particulares, entre centenas de milhares, porque são 200 mil no total das nossas escolas.
E, isso é absolutamente necessário porque o Enem não mostra a real dimensão da tragédia educacional. Sabe por quê? Porque o Enem só mostra as notas baixíssimas dos que terminaram o ensino médio. Os que não chegaram lá nem entram na contabilidade e são 64% dos alunos. Imagine se a gente desse nota zero a 64. A sessenta, e calculasse a média com as notas apenas de quarenta. As notas desses quarenta já são baixas, as escolas já são reprovadas. Agora, imagine se a gente colocasse cem, incluindo sessemta com nota zero. A média caía para a metade. A nota ia ser três.
Aonde vai um país cujas notas médias das escolas estão em três, de zero a dez? Aonde vai esse país? Vai para o abismo do atraso, vai para o abismo da desigualdade. Porque nós sabemos que, no mundo de hoje, o que define um país ser avançado ou atrasado é o grau de educação de suas crianças, a qualidade das universidades que essas crianças educadas provocam e a quantidade e competência dos institutos de ciência e tecnologia que essas faculdades permitem. É esta a cadeia: escola boa para todos, alguns muitos bons nas universidades e os melhores ainda nos centros de ciência e tecnologia. O futuro vem daí. Mas não é só o futuro que está ameaçado do ponto de vista econômico. É o futuro do ponto de vista social, porque está provado que o que causa desigualdade hoje é a desigualdade educacional. A desigualdade social vem da desigualdade educacional.
Houve um tempo em que ser rico ou pobre dependia de ter terra ou não ter terra. Quem tinha terra era rico. Quem não tinha terra era pobre. Depois, houve um tempo em que ser rico ou ser pobre dependia do capital, do dinheiro para investir em máquinas, em equipamentos. Não é mais assim. Ser rico ou ser pobre hoje depende de ter conhecimento ou não ter conhecimento.
Há exceções obviamente. Aqui e ali tem um senhor que não estudou e que tira na loteria, mas é muito raro. Aqui e ali tem um senhor ou uma senhora que estudou, cada um deles, e teve má sorte na vida. Tem. Alguns até estudam muito e morrem antes do tempo, mas aí é o acaso. Na média, o que faz uma pessoa ter sucesso ou não ter sucesso é o grau de conhecimento que ela tem. E é isso que aproxima socialmente a sociedade.
Na mesma semana em que o Brasil comemora os mil dias que faltam para a Copa do Mundo e mostra a pujança deste País para construir tantos estádios gigantescos, belíssimos, a tragédia da educação apresentada pelos indicadores do Enem passa quase desapercebida. E, se se fala dele, é apenas com relação aos indicadores. Nenhuma, nenhuma medida foi tomada visando corrigir isso para resolver o problema da educação. Não vimos uma reunião de Ministérios, não vimos uma reunião do Conselho da República, que é um conselho previsto na Constituição para ser convocado em caso de risco que a Nação atravesse. E a Nação está em risco diante dos resultados mostrados pelo Enem. Nós não vemos mobilização para corrigir isso.
Nós vemos festas hoje porque faltam mil dias para a Copa. Nós vemos pujança para a construção daquilo que é preciso para a Copa no mesmo momento em que sai o resultado do Enem e em que, em centenas de escolas, dezenas de milhares de professores estão em greve, com as escolas paradas.
A gente não vê mobilização. A gente não vê afã de corrigir isso. A gente não vê um esforço para fazer com a educação brasileira o que fizemos, cinquenta anos atrás, para construir esta cidade, Brasília, ou agora fazemos para construir os estádios da Copa. E não só os estádios, e os trens que vão levar, e os aeroportos e todas as obras necessárias.
Por que nosso País se envolve dessa forma e usa sua força, sua pujança, para realizar uma coisa ótima, fundamental, bonita, nobre e que nos entusiasma, que é a Copa do Mundo? Nós não fazemos nem isto aqui para corrigir a situação da educação das nossas crianças. Por quê? Onde foi que a formação nossa de brasileiros, povo e líderes, errou? Onde foi que nos desviamos, a ponto de dizer tudo o que é preciso para a Copa, nada do que é preciso para a escola? Onde é que nós erramos? E o grave é que não seria difícil fazer para a educação o que se está fazendo para a Copa, não em três anos, não em mil dias; em mais tempo.
O próprio resultado do Enem permite mostrar onde está a solução. Uma solução seria dizer: Vamos deixar todas que todas as escolas sejam privadas porque elas são boas!. Só que isso seria a solução para uma pequena minoria de pessoas que poderiam pagar a educação de seus filhos; logo, essa não é a saída. A privatização das telecomunicações resolveu dar um telefone a cada um. A privatização da escola não resolverá porque as escolas custam caro.
Não há educação boa barata. É preciso o povo brasileiro se convencer disso. Com menos de R$9 mil por ano para cada aluno, não há como ter uma boa educação. E as escolas particulares boas cobram R$12 mil por ano, algumas mais do que R$12 mil por ano. E os pais ainda têm de fazer atividades extras de ginástica, caratê, inglês, francês para poderem completar.
No Brasil, um jovem, até o final da sua formação, custa mais ou menos R$250 mil de educação ao longo, digamos, de vinte anos de escolaridade, dos 4 aos 24. Isso dá um valor muito alto.
Nós não temos como pensar em educação boa barata, mas é muito mais barato que manter na cadeia as pessoas que não tiveram alternativas na vida e caíram no crime. Aliás, é mais barato do que o que custa não ter dado educação, pela ineficiência, pelo despreparo, pela incapacidade de inventar produtos novos que cheguem à economia mundial, no lugar de continuarmos sendo produtores de bens primários ou indústria mecânica antiga. Custa muito mais caro não dar educação boa para todos que dar educação boa para todos.
E onde está a solução? Vejam o Enem. Se a gente pega os resultados do Enem, a gente vê que, das cem melhores escolas do Brasil... São 200 mil. Então, quando a gente pega cem, é porque são as melhores, melhores, melhores mesmo. Dessas cem, nós podemos dizer que treze são públicas. Treze são públicas.
É pouco, não é? Muito pouco. Mas o que é interessante é que, dessas treze públicas, doze são federais. Está aí a solução. A solução está em colocar escolas federais, porque os municípios não têm condições, porque os Estados não têm condições, só a União tem condições. Nós não podemos continuar imaginando que vamos ter a solução para as nossas escolas a partir do município.
Das trezentas primeiras escolas, 28 são públicas. Dessas, 27 são federais. A solução está aí. A solução está em ampliar o número de escolas federais neste País. A solução está em fazer com que todas as escolas públicas deste País sejam federais, como o Colégio Pedro II, como as escolas técnicas, como os institutos de aplicação, como os colégios militares.
Quando a gente põe esse número aqui, a gente não está dizendo que o número delas é pequeno. São apenas trezentas escolas federais, entre algumas milhares de particulares, entre centenas de milhares, porque são 200 mil no total das nossas escolas.
E, isso é absolutamente necessário porque o Enem não mostra a real dimensão da tragédia educacional. Sabe por quê? Porque o Enem só mostra as notas baixíssimas dos que terminaram o ensino médio. Os que não chegaram lá nem entram na contabilidade e são 64% dos alunos. Imagine se a gente desse nota zero a 64. A sessenta, e calculasse a média com as notas apenas de quarenta. As notas desses quarenta já são baixas, as escolas já são reprovadas. Agora, imagine se a gente colocasse cem, incluindo sessemta com nota zero. A média caía para a metade. A nota ia ser três.
Aonde vai um país cujas notas médias das escolas estão em três, de zero a dez? Aonde vai esse país? Vai para o abismo do atraso, vai para o abismo da desigualdade. Porque nós sabemos que, no mundo de hoje, o que define um país ser avançado ou atrasado é o grau de educação de suas crianças, a qualidade das universidades que essas crianças educadas provocam e a quantidade e competência dos institutos de ciência e tecnologia que essas faculdades permitem. É esta a cadeia: escola boa para todos, alguns muitos bons nas universidades e os melhores ainda nos centros de ciência e tecnologia. O futuro vem daí. Mas não é só o futuro que está ameaçado do ponto de vista econômico. É o futuro do ponto de vista social, porque está provado que o que causa desigualdade hoje é a desigualdade educacional. A desigualdade social vem da desigualdade educacional.
Houve um tempo em que ser rico ou pobre dependia de ter terra ou não ter terra. Quem tinha terra era rico. Quem não tinha terra era pobre. Depois, houve um tempo em que ser rico ou ser pobre dependia do capital, do dinheiro para investir em máquinas, em equipamentos. Não é mais assim. Ser rico ou ser pobre hoje depende de ter conhecimento ou não ter conhecimento.
Há exceções obviamente. Aqui e ali tem um senhor que não estudou e que tira na loteria, mas é muito raro. Aqui e ali tem um senhor ou uma senhora que estudou, cada um deles, e teve má sorte na vida. Tem. Alguns até estudam muito e morrem antes do tempo, mas aí é o acaso. Na média, o que faz uma pessoa ter sucesso ou não ter sucesso é o grau de conhecimento que ela tem. E é isso que aproxima socialmente a sociedade.
Aelson Barros
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