quarta-feira, 30 de junho de 2010

Olhos Cegos, Ouvidos Surdos e Boca Fechada

Não direi:

Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

sábado, 12 de junho de 2010

Marcelo Freitas de Sousa

Diante o titulo muitos podem por a pensar que vou discorrer sobre a questão da solidão na sociedade atual, na verdade, quero falar sobre um outro tipo de solidão: a solidão moral. Esta solidão reside na inexistência de valores sólidos nos quais se basear para fazer as diversas escolhas que a vida apresenta no dia a dia. Valores estes que podem vir de fonte diversa: pais, religião, filosofia, etc., mas que sua presença, indiscutivelmente, é importante.

Os dias atuais tem sido um grande divisor de águas na vida humana, pois têm nos levado, a colocar em xeque muitos de nossos comportamentos. Na velocidade que os dias estão se processando parece impossível notar a importância que esta frase tem, porém ela denota que a sociedade tem sofrido duros golpes em seus pilares e isso tem tido efeitos catastróficos. Um desses pilares são os valores que cada indivíduo possui, fundamentados ou não em valores de grupo, como por exemplo, religião, filosofia, antropológico, etc. Ao golpear este pilar dos valores, caminha-se para uma solidão moral na qual não se têm mais parâmetros para guiar as condutas, justificando o comportamento atual, onde impera egoísmo, indiferença, avareza, etc. A solidão moral também traz consigo efeitos psicológicos, pois sem balizadores, prevalece a dúvida constante que leva o ser a uma pressão emocional gigantesca.

Embora muitos dos aspectos da falta de valor sejam negativos, creio que ela é também resultado da evolução apresentando uma oportunidade única de auto-questionamento. É nesse ponto, que reside seu maior perigo, pois, se o questionamento for feito mas a lacuna não for preenchida por outros valores (novos ou velhos, tanto faz), a ausência cresce e com isso retrocede-se mais em direção a barbárie.

Por concluir, quero deixar um questionamento para cada um se fazer: quais são hoje meus valores? Em que me baseio? Até onde vou para atingir minhas metas? E diante desta resposta veja se você não está em uma solidão moral. Caso esteja sugiro um boa visita a vovó para colocar em dia algumas velhas lições.

Aelson Barros

Qual são as mudanças para turbinar nossa inteligência ?

Não acho que a partir de agora devamos somente assistir ao Discovery Channel… mas precisamos, sem nenhuma dúvida, aumentar o nível da maior parte das coisas que nossa mente consome.

Conversas de amigos podem ser uma válvula de escapa para um dia cheio de problemas, entretanto, se só tivermos conversas “bobas” isso não nos agrega em nada. Ler uma revista de entretenimento em vez de quando é legal para passar o tempo, mas só ler isso é envenenar a nossa percepção. O mesmo pode ser dito sobre televisão: só ver programas de fofoca, reality shows, novelas é algo que não pode nos ajudar a ter um cerebro turbinado.

Por isso proponho um exercício : ao invés de assistir a tal da novela, desligue a tv e pegue um livro de romance. Delicie-se com a história simples, inocente e sem grandes propósitos. Vale tudo: Código Da vinci, Harry Poter, etc. Mas legal é ler. Outro dia, ao invés de ficar fazendo fofoca, procure ter um dialogo mas profundo com um amigo; na rádio procure, a caminho do trabalho, ouvir algum programa legal que informe e não somente músicas ou aqueles que ficam fazendo pegadinha.

Uma coisa que venho concluindo que precisamos ter com nossa inteligência e psique o mesmo cuidado que temos com nosso corpo. Quase nunca nos preocupamos com o conteúdo que estamos “ingerindo” intelectualmente e isso tem sido prejudicial a nossa saúde.

JUVENTUDE ATUAL

Um calouro muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, por que era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

‘Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo’, o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.

‘Nós, os jovens de hoje, crescemos com televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e …,’ numa pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:

-’Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando nós éramos jovens… por isso nós as inventamos.

E você, um coisinha arrogante dos dias de hoje, o que você está fazendo para a próxima geração?’

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Crise dos Politicos.

É extremamente preocupante perceber que um País entra num processo de depressão, num processo de recessão, num processo de recuo da sua riqueza, em vez de num processo de avanço da sua riqueza. Há uma crise, e que vamos trabalhar muito para sairmos dela. Quero dizer aqui que não basta trabalhar muito para sair da crise; é preciso sabermos qual Brasil vai haver depois, para quem vai ser o Brasil que virá depois e como é que a gente vai construir esse Brasil que segue. Pela análise das propostas que vemos, para retirar o Brasil da crise, a sensação que se tem, é que a gente quer retomar o mesmo de antes. Se for isso, não basta, porque o Brasil não estava bem. nos esqueçamos de que, durante o regime militar, crescíamos a 10%, e o Brasil mantinha o analfabetismo, o Brasil mantinha a desigualdade que aumentava, o Brasil era dependente. Tem de se mudar a mentalidade de que o único problema deste País é recuperar o crescimento. Não nos esqueçamos de que todos reclamam hoje da crise ecológica. Quanto mais crescer da maneira anterior, pior fica a crise ecológica. Não basta crescer, é preciso saber crescer para onde, como e para quem. E sobre isso a gente não vê discussão; sobre isso, a gente não vê reflexão por parte dos Politicos do Governo, nem Prefeitos Municipais. Para quem crescer, como crescer e para onde crescer? O simples crescer não vai resolver as outras crises que temos: a crise ecológica, que pode até se agravar; a crise social da desigualdade, que pode não diminuir, mas que pode se agravar; e a crise financeira e econômica. Temos de trabalhá-las em conjunto, e, hoje, a dificuldade de trabalhar essas três crises em conjunto, Meus Amigos, deve-se ao fato de que há uma quarta crise: a crise de ideias, de propostas, de busca de alternativa de nossos Politicos. O País não está só em recessão econômica, o País está em uma profunda recessão de ideias, de propostas, de debate ideológico. A verdade é que houve um retrocesso ideológico neste País nos últimos anos, por um lado, pelo acomodamento e, por outro lado, por um conservadorismo muito grande. Quer ver um exemplo? porque irão concordar comigo. Cito a ideia de fechar escolas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Essa é uma posição reacionária, conservadora. Este País devia exigir que os latifundiários abrissem escolas neste País ao invés de fechar as escolas que o MST cria. Se o Estado e Municípis cumprisse seu papel, não precisava haver escola do MST, como não precisava haver escolas, por exemplo, do Bradesco. O Bradesco tem uma fundação, que, no Brasil, tem 56 excelentes escolas gratuitas para meninos e meninas que estudam em escola de qualidade. O Banco colocou dinheiro ali. O ideal era que não precisasse fazer isso, mas fizeram isso. O MST fez também. Provavelmente, o MST deve ter uma linha ideológica da qual muitos podem discordar. Qual é o problema? Este é um País livre, este é um País onde se deve ter o direito de apresentar ideias alternativas. Mas a gente, pelo reacionarismo, pelo conservadorismo e pela paralisia ideológica, está aceitando, comodamente, essa ideia de que se devem fechar escolas por que são do MST. Se o MST recebe dinheiro do Estado e não o aplica direito, não comprova, aí, sim, tem de se tratar com dureza o MST, como tem de se tratar com dureza qualquer entidade que usa, de maneira errada, os recursos públicos. Mas, se usa bem os recursos, vamos parabenizar. Então, são estas quatro crises, a crise social, a crise ecológica, a crise econômica e a crise de idéias, que temos de enfrentar. E vou começar pela última. É essa crise de ideias que está fazendo com que o Brasil procure sair da crise, usando o velho keynesianismo de 80 anos atrás, que dizia o seguinte: Se está havendo desemprego por que a renda caiu e as pessoas não compram e, por isso, as fábricas não produzem e desempregam, o governo joga dinheiro na economia, porque esse dinheiro na economia vai fazer com que as pessoas comprem coisas e, aí, o emprego volte. Não é uma má ideia, mas é velha, de 80 anos atrás. A gente tem de ajustar essa idéia, o que significa dizer: vamos jogar dinheiro, sim, na economia, para que volte a produção, mas vamos dizer qual produção a gente quer, vamos dizer na mão de quem a gente vai colocar o dinheiro. Temos que saber crescer para fazer o quê, crescer para beneficiar quem, crescer para que Brasil a gente vai ter depois. Vamos pegar um exemplo, Meus Amigos. A Bolsa-Escola, quando vinculada à educação, é uma maneira de colocar dinheiro no bolso da família, de gerar, portanto, uma demanda e de fazer com que a criança fique na escola, gerando, portanto, uma transformação social. Esse é um keynesianismo social. A Bolsa-Família, quando não exige freqüência às aulas às vezes, exige isso; às vezes, não, está apenas dando a renda, não está fazendo a transformação social que vem da educação. Construção de escolas e de hospitais gera emprego, mas também gera resultado, não só emprego. Vamos fabricar as mercadorias de que o povo precisa. Se quiséssemos erradicar o analfabetismo no Brasil em quatro anos, empregaríamos 120 mil pessoas. Cento e vinte mil pessoas seriam empregadas! Qual indústria brasileira gera 120 mil empregos? E a que custo? A um salário de R$600,00 ou de R$700,00 para cada um, que vai trabalhar dez horas por semana. Jovens que terminaram o Segundo Grau, com um pequeno treinamento, viram alfabetizadores. A gente conseguiria enfrentar a crise social que se manifesta no analfabetismo e ajudar a resolver a crise econômica, colocando dinheiro nas mãos desses jovens alfabetizadores. Aumentar o salário dos professores é uma maneira de se conseguir dinamizar a economia e resolver o problema social. Lamentavelmente, falta uma mudança de mentalidade, para que comecemos a pensar além do econômico, para que comecemos a pensar além da recessão econômica, para que saiamos da prisão de pensar o mundo com os olhos de financistas e olhemos o mundo com olhos de humanistas, de cidadãos do mundo, num País chamado Brasil, que é o retrato do planeta. Isso é possível, e vou continuar falando isso. E quem sabe um dia pode mudar.
É o que eu tinha a falar, adoro criticas!!

Atencisamente,

Um Abração

Aelson Barros.

domingo, 23 de maio de 2010

Minhas Amigas e meus Amigos, Minha Gratidão


Minhas Amigas e meus Amigos, tive a felicidade e a ideía de abrir este Blog.
Devo às Minhas Amigas e meus Amigos a oportunidade de, mais uma vez, servir à nosso Municipio. A gratidão é a memória do coração. Agradeço o apoio e a ajuda, o respeito e a deferência com que me tratam. Esse relacionamento generoso facilitou e facilita a minha missão. Procuro cumprir a minha tarefa com a visão necessária ao prestígio das pessoas que aqui reside como eu também, nossa importância política no cenário Municipalista, nossa imagem e com a consciência moral dos nossos deveres.
Não quero fazer balanços. Melhor o julgamento e o testemunho dos meus ilustres Amigos. Voçês dirão sobre os meus acertos, erros e omissões.Todo o trabalho deste Blog é obra coletiva que se constrói pela mão de todos Nós Eugeniobarrense.
Todos sabem como é difícil administrar um Blog, composta de tão qualificados membros, todos portadores de ricas biografias das suas geografias humanas.
Participo há décadas de varios trabalhos de politicas publicas. Posso assegurar que poucas vezes presenciei debates de tanta qualidade, envolvendo temas e problemas da agenda municipalista. Foram e são momentos que enriquecem nossa história, quer pela qualidade, quer pelo exercício das virtudes políticas, que conduzem obstinadamente ao diálogo, à harmonia das lideranças e partidos, Nenhuma proposição de ideias deste Blog aqui chegou por Jovens e pessoas que nos acompanham não foi melhorada.
Faço um parêntese para cumprimentar os Líderes deste Blog, os 42 seguidores dentre eles, presidentes de sindicatos, Jovens e todos que contribuem de todos os modos, que são mais que seguidores, são amigos, que deram e dão um grande brilho aos assuntos que aqui ocorrem. Tudo é feito com equilíbrio e com grande espírito público.
O Blog, presidido por mim avançou, mais uma vez, na tarefa de modernização do municipio, com novos instrumentos de interação com a sociedade civil.
Com os meios de que já dispúnhamos e outros implantados, ingressamos numa etapa de melhoria de qualidade de nossas tarefas, produtos de comunicação e na transparência de nossa atividade, chegando a mais de Hum Mil, os acessos à nosso EMAIL dando notícias e ao centro de informação e atendimento à população. Novas etapas estão chegando, nossa tarefa é de tão bom nível que só é possível graças a ele.
Quero aqui também abrir um parêntese para agradecer a colaboração e a ajuda do Diretor-Geral do Jornal Pequeno Sr. Lorival e também agradecer àqueles que trabalharam mais perto de mim, na área de apoio. Aproveito o momento para fazer reflexões sobre alguns problemas e idéias com que há muito me preocupo e analiso.
Ao longo dos últimos anos, tenho assinalado os conflitos estruturais da forma de governo, o desequilíbrio de poderes, as dificuldades do Poder Judiciário, o papel do Ministério Público e os problemas de funcionamento do Poder Legislativo, a crise dos partidos e do sistema eleitoral. Praticamos um casuísmo talvez mais grave que o que promove vantagens pessoais, praticamos um casuísmo de Estado que envolve a natureza doutrinatária do sistema democrático.
A meu ver, o Estado do Maranhão e nosso Municipio de Governador Eugênio Barros caiu numa cilada de difícil solução: mais é impossível aprofundar a democracia e dar regularidade ao processo legislativo; sem elas, para atender os problemas urgentes e relevantes no dia-a-dia deste municipio, com uma economia globalizada, é impossível governar. A solução me parece clara: restringi-las a essas matérias e a calamidade pública. Darmos ao Poder Executivo a atribuição de exercer em plenitude o cotidiano da administração pública municipalista.
Urge, também, uma ideía de restruturar o serviço municipal como um todo, obrigando ao cumprimento de etapas de aprendizado e acabando com a superposição de atribuições que o tornam anárquico. A reforma política do nosso municipio é necessária e moralizadora. Cabe aos partidos políticos transformar um instrumento a serviço do bem coletivo, em alavancar para as mudanças e reformas e em moderador dos conflitos da sociedade democrática. Nenhuma dessas finalidades será efetivamente cumprida enquanto os partidos políticos não forem capazes de sintonizar o discurso com a ação.
Para construir partidos fortes e uma democracia de bem-estar social, urge termos coragem de assegurar estabilidade aos órgãos partidários, livrando-os de intervenções discricionárias motivadas por aliciamento partidário, exigindo tradição e militância para ser indicado. Precisamos fazer um esforço que tenha o objetivo de simplificar e tornar coerente o nosso municipio. Precisamos também encarar com vontade a consolidação, velho sonho que vem desde de quando era Jovem Liceista. Este é um desafio que precisará, ainda uma vez, de um esforço de colaboração entre as pessoas que querem mudanças já.
O Estado de Direito é o governo das leis e não dos homens. Que o Estado de Direito pode funcionar com a gigantesca quantidade de leis que significa, como dizia Montesquieu, beaucoup de loi, pas de loi: não ter lei nenhuma?
Precisamos de dois movimentos aparentemente opostos, mas que, na realidade, se complementam: consolidar e estabilizar nosso sistema, de maneira que seja conhecida, primeiro passo para ser respeitada; e agilizar o nosso processo distinguindo assuntos que são conhecidas, em que se tenham que fazer as modificações que as adaptem a novas circunstâncias do nosso municipio, realmente precisamos de ideías inovadoras, que devemos examinar com mais vagar. Outro problema a merecer solução e desafio de todos os Eugeniobarrense, que deve passar de mera peça de ficção a instrumento de melhoria administrativa municipalista e dos princípios políticos, Orçamento que seja executado sem nenhuma desobediência ao seu texto. É uma tarefa que deve ser construída a partir da elaboração dentro do nosso proprio municipio, que precisa ser modificado e analisado com rigor.
Particularmente, volto a repetir meus agradecimentos aos Seguidores me ajudam como componentes deste Blog, não irei citar nomes por que todos já sabem quem são.
O Blog representa um sinal de maturidade e do alto espírito público deste municipio. Encontramos os pontos de convergência que unem as tradições com as circunstâncias partidárias. O Blog está na plenitude de uma carreira que concilia a habilidade de negociador com a compreensão dos problemas do nosso Municipio de GEB, o talento de atuar com êxito tem sido um personagem decisivo da governabilidade e enriquecedor, com suas virtudes, dos quadros de nossa política. Os Jovens deste Blog, será uma garantia de que o Municipio continuará a desempenhar com relevância a sua grande missão de ideías. Este Blog assegura a sobrevivência de um Ideal, na igualdade entre pequenos e grandes.
A soma de todos nós, Jovens Ideializadores de expressão de lideranças pessoais e biografias ricas de trabalho pelo Municipio, é menor que a Instituição.
Quero também transmitir, ao encerrar este agradecimento, a minha profissão de fé sobre o poder que me proferi em nome de todos. A minha formação política construiu-se dentro das politicas de inclusão social. Há 11 anos aqui estou, desde a longínqua de Agosto de 1999.
O Povo é a maior de todas as instituições políticas descobertas pelo governo democrático, porque, na sua essência, realmente exerce a soberania popular. Este Municipio só tem que se orgulhar, porque aqui nasceu e nasce a Nação Eugeniobarrense que irá consolidar numa sociedade democrática, livre, sem medo nem discriminação, com os ventos da liberdade soprando sem reservas, desde a imprensa falada e escrita, de grande qualidade, como a todo o exercício da cidadania. O caminho do desenvolvimento é a democracia. Hoje, nenhum governo pode ser de hegemonia partidária. A sociedade tem tendências e comportamentos de todos os matizes.
Ninguém pode governar senão com coalizões, equilíbrio entre segmentos da sociedade e decisões harmônicas que importam em considerar as minorias e a diversidade que forma o mapa da sociedade plural.

Felicidades e minha colaboração permanente para seu êxito municipalista de GEB.
Obrigado, meus Amigos. Minha gratidão.

Um Grande Abraço Fraternal,
(Aelson Barros)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mitterrand nos dias de hoje!

Eu vim falar de descrédito.Creio que a classe política, nós todos hoje, atravessamos um momento do maior descrédito que talvez tenha acontecido na história do Brasil. Nunca antes, a meu ver posso estar enganado, No passado, a desconfiança deixava sempre uma brecha de esperança em algum grupo, em algum político, em alguns Líderes. A descrença era contra alguns, talvez até contra muitos, mas nunca em relação a todos, como a sensação que nos passa hoje. Antes, o povo sempre tinha uma esperança no banco de reservas. No período anterior a 1964, tínhamos esperança entre aqueles que defendiam reformas de base, que lutavam por um país socialista. Confiança nos Líderes que traziam a idéia do desenvolvimento. Confiança também alguns tinham naqueles que defendiam a ordem contra o que parecia uma desordem da mobilização popular. Havia sempre confiança em algum lado. O regime militar, que subverteu o Congresso e o submeteu à vergonha da submissão e mesmo ao fechamento por algum tempo, não conseguiu abater a confiança do povo nos políticos. Os políticos foram humilhados, mas não foram desacreditados durante os 21 anos da ditadura militar.Ao longo de todo o tempo da escuridão, o povo manteve acesa a chama da esperança.
A democracia trouxe novas esperanças, construídas pela anistia, pelas Diretas, pela Constituinte, pela liberdade de imprensa. Trouxe novos líderes, que enfrentaram e ofereceram promessas. A morte do Tancredo matou uma esperança, mas, imediatamente, a posse do Presidente Sarney, conduzindo um processo de consolidação da democracia, do fim da censura e da anistia geral, retomou a esperança do povo. E o País chegou a uma democracia plena. Uma transição surpreendente foi conseguida da ditadura à democracia. A eleição do Presidente Collor, diga-se o que disser hoje, naquele momento, trouxe uma esperança ao povo brasileiro. Mesmo quando frustrou o País, havia esperança no banco de reservas para substituir o Presidente Collor. O Vice-Presidente Itamar assumiu com competência e fez outra transição competente, não apenas da corrupção à honestidade, mas também da inflação à estabilidade.
Por seu passado, por suas posições anteriores, o Presidente Fernando Henrique Cardoso encarnou a esperança de um salto adiante no quadro social, na reorganização de nossas cidades, na retomada do crescimento, na justiça com os analfabetos, os sem-terra, os sem-teto, os sem-emprego, os excluídos. Seu Governo conseguiu manter a democracia e a estabilidade, mas frustrou-se como se fosse feito por um Presidente sem os mesmos compromissos com o seu passado. Mas ainda havia Lula, ainda havia uma esperança no banco de reservas por meio do PT. O Presidente Lula trouxe a última esperança que realizaria os sonhos de um Brasil que completasse a abolição, que completasse a República, que completasse a nossa independência, e agora, como será?

Cito Mitterrand, de onde nasceram a democracia, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, de onde Montesquieu estabeleceu a divisão de poderes tripartite. Mitterrand, no fim da vida, com câncer, escreveu no último livro, dando uma mensagem aos governantes, ah, se o Lula ouvisse essa mensagem! que, se voltasse, o mais importante seria fortalecer os contrapoderes. E vemos, cada vez mais, o Poder Executivo dominar tudo. E foi assim que Roma caiu; é assim que o Brasil está caindo no Governo do PMDB e PT de Sarney.

Agradeço ao Jovens do Nosso querido Municipio de GEB e diria que, mais do que a cada um de nós, seria bom que os nossos Gestores Municipalistas, ouvisse a voz da alma coletiva do povo!

Aelson Barros