segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Todo mundo ERRA!

Lá vou eu de novo tentar tirar as poeiras que se acumularam ao longo dessa minha ausência grande. Primeiro, quero agradecer muito a todos pelos acessos que apesar da pouca atualização do site se mantém num número bastante significativo. Segundo gostaria de pedir desculpas por ter me afastado tanto… sem que não justifica entretanto tenho andando bastante ocupado e com muitas coisas em paralela por isso, tive que priorizar.
Mas chega de conversa e vamos ao que interessa.
Acredito sinceramente que nenhum de nós é um santo por completo nem um demônio total.  Falo isso, pois penso que todos nós erramos, caímos, falhamos, decepcionamos, etc. Uns mais que os outros, outros menos, mas todos nós temos nosso momento de “pecadores”.  Eu particularmente me encaixo nesse perfil.  Tenho meus acertos, porém, de um forma bem sincero, tenhos minhas “ruindades”.
Diante a uma reflexão como essa a pergunta que me coloco, se todos falhamos, o que muda de um para outro é a intensidade e/ou frequência. Sendo assim, com qual base julgamos? Qual é a premissa que assumimos para então dizer que alguém merece ou não se punido? Não vou me alongar demais porque só a tentativa de discutir essa pergunta é tema para até doutorado e meus amigos advogados, juristas, estão mais aptos do que eu para falar sobre o assunto.
Quero trazer dois pontos : primeiro que precisamos evitar os julgamentos. Sim evitar, não disse ser cuidadoso. Disse evitar. Parar de preferência. Como disse antes somos criaturas errantes, falhas em nossas essências, logo incapazes de estabelecermos um conceito inidoneo . Outro ponto é que errar faz parte de nossa caminhada e por isso devemos mudar um pouco nossa atitude com relação a esses acontecimentos.
Julgamentos e preconceitos são uma das fontes de todo o mal. Sempre que assim o fazemos estamos introduzindo uma componente humana e por isso falha. Logo, na maioria dos casos, incorremos no erro (viu erramos o tempo todo) de estabelecermos punições, afastamos ou aproximamos, e outras atitudes, que mais nos atrapalham do que ajudam. O exercício de não julgar, de não esperar é titanicamente difícil.  Não espero que ninguém consiga sem ter algo divino.
Partindo do pressuposto que somos falhos, é fato que iremos errar, em pequena ou grande escala. A questão é como lidamos com esses tropeços. Caímos e nos levantamos logo em seguida? Ficamos congelados? O que fazemos? Eu, particularmente, sou daquela pessoa que me sinto muito mal e fica, na maioria dos casos, paralizado.  Fico angustiado mas não transformo isso em movimento para frente.
Quando me permito aceitar que erro e que preciso me perdoar por isso, uma nova abordagem ganha cores: nesses casos consigo mover adiante e sempre acabo evoluindo mais.
Bem é isso.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Educação: avanços e retrocessos do governo Lula, E o Maranhão?

               Encerrado o ciclo de oito anos do governo Lula da Silva, se faz necessário voltar o olhar para as políticas implementadas em âmbito federal a fim de se estabelecer um balanço crítico e embasado a respeito dos avanços e retrocessos do período. No que se refere à política educacional, o governo do PT pôs em prática uma série de mudanças significativas como o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o Novo Enem, o acréscimo de um ano no ciclo do ensino fundamental, a Reforma Universitária que engloba programas e medidas provisórias como o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), o Programa Universidade para Todos (PROUNI), o Ensino à Distância, entre outras, que merecem ser destrinchadas.
              Dentre as diferentes avaliações sobre a educação brasileira, uma parece ser consenso: o governo Lula avançou em relação ao governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). “Lula avançou bastante em comparação às políticas anteriores. Em primeiro lugar, no acesso ao ensino superior, a expansão das universidades públicas e federais foi extraordinária. O acesso ao ensino médio foi extraordinário também”, relata Moacir Gadotti, presidente do Instituto Paulo Freire.
              Houve um avanço explosivo do setor privado da durante os últimos oito anos: “Quando FHC concluiu o seu mandato, tínhamos aproximadamente 30% das matrículas no setor público e agora temos em torno de 24%”.
             Porém, o professor acredita que antes de fazer um balanço do governo Lula, é necessário contextualizar a realidade brasileira com a educação mundial que, para ele, tem substituído seu papel de produção de conhecimento para simplesmente formar uma força de trabalho mais flexível e desregulamentada. “O padrão de educação superior foi mundializado e chegou ao Brasil. Esse padrão compreende, de fato, que a educação é um negócio. Pode ter alguma regulamentação, mas é um campo aberto para lucro”,
                 Durante a década de 1990, os administradores do Estado brasileiro afirmavam que o problema da educação estava relacionado com má organização de gestão. Essa ideia, que permaneceu durante a década de 2000, é rechaçada pelos educadores. O movimento de educação afirma que o maior problema da área é o baixo financiamento. Durante os últimos 20 anos, a parcela do Produto Interno Bruto (PIB) destinada à educação se manteve em torno de 4%. Em 2000, FHC aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE) que, devido à pressão do movimento social de educação, institui que 7% do PIB sejam destinados à educação pública. FHC, no entanto, vetou esse artigo, mantendo os 4%.
                
Um país analfabeto

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais é de 9,8% da população, correspondendo a cerca de 19 milhões de analfabetos. Comparado a alguns de nossos vizinhos latino-americanos, estamos bastante atrasados: segundo levantamento de 2007, feito pela Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade), em Cuba a porcentagem é 0,2%, no Uruguai é 1,9% e na Argentina, 2,8. Não à toa, a professora da Faculdade de Educação da USP e pesquisadora na área de política educacional Lisete Arelaro destaca a educação de jovens e adultos, particularmente no que tange a alfabetização, como “uma das grandes decepções em relação ao governo Lula. É uma dívida social e que se esperava que pudesse ter sido enfrentada em outro patamar de qualidade”.
              Para Moacir Gadotti, a alfabetização de jovens e adultos representou uma lacuna no governo Lula, “faltou um plano nacional de erradicação do analfabetismo. Aliás, hoje nós temos o mesmo número e analfabetos que tínhamos quando Paulo Freire foi exilado, em 1964.”. Gadotti conta que, no início do mandato petista, Cristovam Buarque foi nomeado Ministro da Educação e criou uma Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo. Ainda em 2003, foi inaugurado o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), com a promessa de erradicar o analfabetismo em quatro anos. No mesmo ano, Buarque é substituído por Tarso Genro e a política de alfabetização é abandonada. “Tarso Genro extinguiu a secretaria e se focou mais na universidade. Em 2005, entra o Fernando Haddad, continuando a política do Genro”,

Aelson Barros

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Políticas Públicas de Juventude de Governador Eugênio Barros-Ma

Devemos fazer um debate para a institucionalização das políticas públicas de juventude. O campo da juventude nos últimos anos foi a luta pela institucionalização. Ele defendeu a unidade e a maturação coletiva para priorizar bandeiras de luta e apontou a necessidade de avanços, principalmente no que se refere à aprovação de marcos legais e do fortalecimento dos jovens.
A transversalidade das políticas de juventude e a sua relação com a institucionalização, para o fortalecimento institucional dos organismos de juventude terem mais condições e autoridade para influenciar nas políticas setoriais do governo, fazendo com que uma perspectiva geracional juvenil seja incorporada em áreas como educação, saúde, cultura, trabalho, desenvolvimento social, entre outras.

Aelson Barros

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal a TODOS

Meus Amigos, eu tenho, na realidade, de fazer uma comunicação que, para mim, é inadiável neste mês que se comemora o NATAL. Não gostaria que terminasse este ano de 2010 sem que eu fizesse um registro neste BLOG fiel aos meus deveres. Não posso deixar de registrar que, em 2010, temos um livro de grande importância na Literatura brasileira que completa 150 anos.

Eu tive a felicidade, que me foi dada por Deus, de ao nascer, receber um amigo, um amigo que nunca me abandonou a vida inteira: o livro. Nos momentos mais difíceis da minha vida, foi dele que me socorri. Ele nunca me abandonou por maiores que fossem as minhas amarguras. Cada um de nós as tem durante a vida, e minha vida já é bastante longa. O livro sempre esteve ao meu lado para ocupar esses momentos e, muitas vezes, fazer-me esquecer alguns instantes e levar-me por caminhos que vão desde a poesia mais encantadora até às histórias de ficção, às viagens, aos livros de filosofia, às biografias, à história da literatura, livros esses que fazem com que eu possa atravessar esses momentos. Também nos momentos felizes, Meus Amigos, porque não há maior felicidade do que a gente ter o gosto táctil de pegar um bom livro e com ele rasgar a madrugada, saboreando o gosto da leitura. Eu posso dizer mesmo que, de minha vida, eu não sei o percentual que destinei à leitura até agora mais sem dúvida nenhuma, não foi menor do que um quarto da minha vida. Não tenho nenhum hábito de lazer, mas todo o tempo vazio ou aquele tempo que podia ser de ócio tem sido dedicado a este amigo que Deus me deu desde o meu nascimento, que é o livro.

E o livro que vou homenagear aqui, nesta neste dia 25 de Dezembro de 2010 neste BLOG, é um livro que marcou a minha vida. Eu revelei isso pela primeira vez quando tomei posse como Tradutor Juramentado. Disse que, na casa do meu avô, que era um lider no interior do Maranhão, há quase oitenta anos, dando vazão à curiosidade que já tinha em razão do hábito de ler que contraí desde cedo, eu já folheava pequenas publicações avulsas de uma enciclopédia popular portuguesa e almanaques que meu avô assinava e mantinha em uma pequena estante.

Mas o primeiro livro que a minha memória guarda, que eu tenha visto e que me recorde talvez até as cores esmaecidas daquele marrom de sua capa, é As Primaveras, de Casimiro de Abreu.

É o livro que me recordo como o primeiro livro que eu tenha conhecido. Evidentemente, eu era tão criança que eu não tinha como ler aquele livro, mas fiquei com uma vontade imensa de poder saber o que ali se continha além daquelas coisas que eu me habituara a ler nos almanaques que chegavam ao interior pobre, ao interior daquele tempo em que eu nasci, da casa do meu velho avô, como eu já disse, era um lider.

Eu fiz referência a esse primeiro livro que eu tive entre as mãos. Pois esse livro completa este ano 150 anos, Meus Amigos. É um livro que não morreu, que tem mais de cem edições e ainda vai ter muito mais do que cem edições.

Seu autor foi um intelectual, um poeta que, na história da literatura brasileira, surgiu como um sol que imediatamente se apagou: morreu aos 21 anos de idade, um ano depois da publicação do seu livro. Ele era uma grande esperança, saudado por todos os críticos daquele tempo como um grande nome que surgia na literatura brasileira: Casimiro de Abreu, que nasceu no dia 20 de agosto de 1839, Meus Amigos, e morreu no dia 18 de outubro de 1860, um ano depois da publicação do seu livro.

A sua vida, desde moço, como a vida daqueles homens da geração daquele século, era muito ligada à natureza. O Brasil era um Brasil rural e cada homem, sem dúvida alguma, tinha vinculações no setor rural e tinha como sentimento máximo o encantamento pela natureza. Essas eram as mais definitivas recordações da infância de cada um. E Casimiro de Abreu foi, sem dúvida alguma, o homem que fixou eternamente na literatura brasileira essa expressão da infância, até mesmo porque ele viveu o exílio, viveu algo que lhe fazia, permanentemente, ser um exilado de sua própria infância.

Era filho de José Joaquim Marques de Abreu, um português da Vila de Famalicão, em Portugal, que tinha vindo para o País. De certo modo, os biógrafos procuram esconder que o pai de Casimiro de Abreu era um homem ligado ao tráfico de escravos. Vivia no município de Macaé e tinha um porto, onde era tido como homem que fazia o tráfico de escravos. Português que tinha o sentimento do negócio e da inteligência, ao sentir que chegava o fim do seu negócio, que iria surgir logo no ano de 1850 com a Lei Euzébio de Queiroz, que extinguia o tráfico, ele se deslocou do Brasil com toda a família e levou seu filho, que havia estudado em Friburgo depois de sair do município de Macaé.

Casimiro de Abreu, vai, portanto, para Portugal. Em Portugal, ele faz sua estreia literária; moço, menino quase, um jovem, ele começa a publicar as suas primeiras obras literárias aí em Portugal. Essas obras foram publicadas nos jornais daquele tempo, como O Panorama e a Ilustração Luso-Brasileira. Ele publicou os seus primeiros poemas, e todos eles eram poemas voltados para uma saudade que ele sentia permanentemente de sua terra natal, que era o Brasil, saudade do Brasil, saudade de sua infância.

É isso que marca profundamente, desde o início, as suas poesias.

Mas a primeira obra que publica, já em Portugal, é uma peça teatral, peça que se chamava Camões e Jaú. O nome Jaú é o nome do personagem, um escravo que ele criava na peça Camões e Jaú. Pois bem, essa peça foi encenada em Lisboa, no Teatro de D. Fernando, e, mais tarde no Real Teatro de São João, no Porto.

Ainda em Portugal, já pensando em escrever esse livro, o seu primeiro livro de poemas, ele acerta com a tipografia a segunda edição de um livro que ainda não tinha sido publicado, mas que ele preparava e começava a dar, já aí, o nome do livro de Primaveras. Depois, por uma dessas coisas que ninguém sabe, a edição que saiu, de Paula Brito, primeira edição do livro, que data de 20 de agosto de 59, ele botou. As Primaveras¿, quando, na realidade, não se usava colocar artigos antes do título principal, principalmente em livros de poesia. Mas ficou, As Primaveras, ainda que sempre a gente encontre, em todas as cartas que ele deixou, nos depoimentos de amigos seus e nas críticas feitas, o nome do livro como Primaveras. Ficou sendo, As Primaveras, porque foi assim que ele foi editado pela primeira vez.

Voltara ao Brasil em 1857, ficando numa das roças do pai. Mas os pais, separados, afastam seu sonho de viver em família, e torna-se caixeiro no Rio de Janeiro. Uma vida cheia de restrições e sacrifícios.

Tem aí o apoio de Francisco Otaviano, editor do Correio Mercantil, um dos grandes e influentes jornais da corte, que publica um de seus poemas, O Juramento, com uma elogiosa nota de redação.

Francisco Otaviano era um jornalista e um grande nome literário daquele tempo, em torno de quem se reuniam nomes como Machado de Assis e Manoel Antônio de Almeida. Concentra no Correio Mercantil um grande número de publicações de poemas, mas também publicava no A Marmota, no Diário do Rio de Janeiro, e até em jornais do interior do Estado.

É no Correio Mercantil que sai o primeiro anúncio convocando as pessoas a subscreverem um livro que ia ser publicado, do Sr. Casimiro de Abreu, chamado Primaveras, não tinha As Primaveras na casa do editor Paula Brito, outro benfeitor dos jovens literatos. Para sair o livro, ele teve de fazer uma subscrição pública, que abriu nos jornais...

Nessa época tenta deixar o emprego de caixeiro, mas volta, obrigado pelo pai. Caindo de cama com varíola, acaba decidinto pedir ao pai que o ajude na publicação do livro. E o pai... E ele não era filho, vamos dizer...  que extinguiu o problema dos chamados `filhos bastardos, filhos adulterinos. Isso acabou. Filho é filho. Por isso, eu me recuso até a dizer que ele era um filho que não era registrado entre o pai e a mãe, até por que o seu pai não era casado com a sua mãe e dela se separou quando foi para Portugal.

Mas fez uma coisa que o próprio Casimiro de Abreu não sabia. Fez uma escritura pública reconhecendo-o como seu filho, ele e mais irmãos que ele tinha, duas irmãs e mais um irmão. Ele o reconheceu.

E não recebendo resposta do pai sobre se o ajudava ou não na publicação do livro, o que ele faz? Ele faz um poema revoltado com o seu pai e leva para ser publicado. Francisco Otaviano lê esse poema e recusa a publicação dele. E, depois, quando ele sabe que tinha sido reconhecido pelo pai, como filho e naquele tempo esse era um anátema que caía nas pessoas, ele, então, teve oportunidade de querer desfazer o poema que tinha escrito e que podia parecer... Não cita o nome do pai, mas era um poema de mágoa. Ele, então, começa a escrever o poema no qual pede perdão ao pai. Infelizmente, morre em seguida e não tem tempo de terminá-lo. Apenas foram encontrados os rascunhos do poema que tinha deixado.

Mas o livro sai e imediatamente ele é citado, a crítica inteira, o Brasil inteiro, os jornais, como um grande poeta que se revelava, de tal maneira que até hoje, acredito, que aqui, no Senado, se perguntarmos a qualquer pessoa de certa idade, não há um que não se lembre do poema de Casimiro de Abreu:



Oh! Que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!



Quem não se lembra daqueles versos que ele dizia:



Pés descalços, braços nus

Correndo pelas campinas

À roda das cachoeiras,

Atrás das asas ligeiras

Das borboletas azuis!



Recordo-me que eu já começava a ter pendores pela literatura... E no interior daquele tempo de crianças  faziam-se saraus literários, era a única coisa que tinha dentro de casa. Minha mãe me pedia sempre:
Recite o poema de Casimiro de Abreu sobre Deus. Eu, então, recitava:


Eu me lembro! eu me lembro! Era pequeno

E brincava pela praia; o mar bramia

E, erguendo o dorso altivo, sacudia

A branca espuma para o céu sereno.



E eu disse a minha mãe nesse momento:

Que dura orquestra! Que furor insano!

Que pode haver de maior do que o oceano

Ou que seja mais forte do que o vento?!



Então, a platéia olhava e eu terminava:



Minha mãe a sorrir olhou pros céus

E respondeu: um Ser que nós não vemos,

É maior do que o mar que nós tememos,

Mais forte que o tufão! meu filho, é  Deus!



E aí fazia um sucesso muito grande, mas era um dos poemas de Casimiro.

Pois bem, é esse homem que escreveu, A Valsa e, ao lermos esse poema, parece que estamos ouvindo a música da própria valsa. Eram pequenos versos que tinham sons e que, naturalmente, o consagraram. São grandes poemas que fizeram desse livro um livro solar e fundamental da literatura brasileira.

É por isso que hoje, completando 150 anos, eu uso este BLOG. Naturalmente muitas pessoas poderão dizer: O Aelson realmente já está ficando muito velho, arcaico, falando em poesia do Casimiro de Abreu,  Mas estou falando de um grande poeta. De tal modo que, no Rio de Janeiro, se se perguntar quem é o maior escritor do Rio de janeiro, certamente o povo da cidade do Rio de Janeiro vai dizer: Machado de Assis. Mas se perguntarem no Estado do Rio de Janeiro quem foi o maior escritor do Estado do Rio de Janeiro como um todo, e que ficou na memória de todos e na memória do Brasil e passa de geração em geração, todos repetirão que foi Casimiro de Abreu.

Pois é a sua memória, é a memória do seu livro que estou justamente recordando neste momento.

Os livros, como eu disse, também morrem. Muitos livros morreram. Quantos livros morreram como os autores? Mas poucos sobrevivem. Por exemplo, podemos citar os livros que sobrevivem e os que estão mortos. Dom Quixote, por exemplo. Cervantes escreveu muitas obras. Mas qual livro de Cervantes ficou vivo? O Dom Quixote. Qual é o livro de Machado que se repete de saída? Dom Casmurro. Quem vai citar Gonçalves Dias, falará em quê?

Enfim te vejo! enfim posso!

Curvado a teus pés, dizer-te,

Que não cessei de querer-te,

Pesar de quanto sofri.


E aquele outro verso: se se morre de amor...

Se se morre de amor! Não, não se morre,

Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;

Quando luzes, calor, orquestra e flores (...)

Obrigado, pois minha memória ainda me socorre, quando eu ia vacilar.

Pois bem, era esse o comunicado que eu queria fazer. Era inadiável? Era acho que era inadiável. Eu fiquei com medo de o ano acabar.

FELIZ NATAL PARA TODOS E UM PROSPERO ANO NOVO!



Muito obrigado.
Aelson Barros

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PEC da Juventude

Por que os nossos vereadores de Governador Eugênio Barros, não articulam  a inclusão do termo “jovem” na Lei Orgânica do município . Devemos viabiliza a criação e implantação de políticas públicas de juventude Eugeniobarrense. Eu defendo a causa da inclusão do termo jovem na Lei do Município será facilmente aderida e aceita pelos vereadores, por causa da grande conquista que teve a juventude a nível nacional pelos direitos dos jovens. “A PEC da Juventude representa mais uma vitória dos movimentos juvenis no Brasil, agora sim são considerados sujeitos de direito. E o jovem Eugeniobarrense também estará integrado na agenda das políticas públicas do município”, Não temos uma  secretária Municipal da Juventude, ficaria contente se havesse uma discussão em defesa dos direitos da juventude. “A promulgação da PEC da Juventude pelo Congresso Nacional, em 13 de julho de 2010, representa a mais importante vitória dos movimentos juvenis e um passo decisivo para que os jovens passem a integrar definitivamente a agenda das políticas públicas no Brasil”, O nosso Municipio nunca avançou na construção das Políticas Públicas de Juventude e que, com a aprovação da PEC MUNCIPAL DA JUVENTUDE, será possível assegurar os direitos dos jovens e, ao mesmo tempo, criar oportunidades para que eles exerçam, na prática, um papel estratégico no processo de desenvolvimento do município.



Aelson Barros

sábado, 13 de novembro de 2010

15 de Novembro

Estamos hoje aqui, comemorando, meus amigos, um das datas mais fundamentais da história do Pais, que eu diria que são: a Independência, a Abolição e a República. Essas são as três grandes datas, apesar de que nesse longo período outras datas importantes, embora menores, tenham acontecido.

Mas, como disse um velho amigo meu falta completar a República, que foi proclamada há 120 anos. E eu lembrei, Um grupo de brasileiros, liderados por Deodoro da Fonseca, do ponto de vista de estar à frente, e outros grandes brasileiros que estiveram por trás e que lutaram bravamente, politicamente, não foi preciso uma guerra civil, conseguiram que o Brasil deixasse de ser um império e se transformasse em uma república.
Foi um salto. Foi um salto porque, em 1822, diferentemente das outras repúblicas latino-americanas, o Brasil preferiu um grande acordo com Portugal e fez uma independência acordada, em que, em vez de termos uma república, colocando na presidência um brasileiro, nós tivemos um império, colocando na chefia do Estado Independente do Brasil o filho do monarca da metrópole que nos dominava. E isso tem sido uma característica da história do Brasil.
Esses acordos que têm a vantagem, a qualidade do chamado homem cordial, que é o brasileiro, de não derramarmos sangue para fazermos as nossas conquistas, mas têm também as desvantagens de não fazermos jamais as coisas completas. A Independência foi incompleta, a Abolição foi absolutamente incompleta, como o próprio patriarca dela previu, Joaquim Nabuco, ao reconhecer que não haveria jamais uma abolição sem a distribuição de terra aos adultos e sem a garantia de escola às crianças negras, e a República também. A República ficou incompleta, e a gente pode ver que até hoje ela não foi completada. Por um lado, temos coisas como o voto universal, o voto livre. Apesar de termos passado, ao longo desses 120 anos, mais de um período de autoritarismo em que não se podia votar livremente e um período antes, em que o voto era absolutamente manipulado, como foi na chamada Primeira República, naquele acordo Café com Leite, em que dois Estados dominavam o que gente pensava ser uma república. Além disso, ao longo desse tempo quase todo e depois eu explico porque quase, nós tivemos governos eleitos, mas eleitos pela elite, que escolhia os candidatos e para colocar no poder os filhos da elite. Porque a nossa República acabou com o Império, ela mandou o imperador para o exílio, mas ela manteve aqui uma elite e uma plebe. Ela manteve tanto uma elite separada da plebe que se nega até hoje a chamar o povo de povo, chama de povão, exatamente para diferenciar, porque a elite não podia mais se chamar de nobreza, passou a ser o povo.  Então ela não quis ter o mesmo nome para os pobres; passou a chamá-los de povão. E nós mantemos essa diferença, essa separação. Essa separação que está na escola; essa separação que está nos hospitais; essa separação que está no local onde compramos as coisas; essa separação que está na maneira como uns de nós olhamos para os outros, porque, se prestarmos atenção, a população, desprovida da alfabetização, deserdada da alfabetização, acho uma maneira melhor de chamar do que analfabeto, porque analfabeto parece que ele é o culpado; o culpado é quem não lhes deu a escola no momento certo a maneira como olham é mais para baixo do que com o peito levantado. É comum, no Brasil, quando você vê uma pessoa pobre sair de peito aberto, cabeça erguida, os outros chamarem de arrogante; mas não chamam de arrogante quando é um doutor que anda de cabeça erguida e peito para frente. Somos um País dividido, o que não é permitido em uma República. E como completar a República? Através das leis. Mas leis de que tipo? Primeira, a mais importante é o conjunto de leis que assegure oportunidades iguais para todos os brasileiros, o que não temos. Uma criança quando nasce no Brasil, chamado republicano, nós sabemos se vai ter um futuro ou se outro futuro. Claro que há exceções. Alguns daqueles que prevíamos que teriam um futuro glorioso terminam se perdendo no caminho; alguns daqueles que teriam um futuro desastroso terminam se encontrando no caminho. Mas, na média, na maior parte da nossa população, é perfeitamente possível dizer os que vão ter condições de uma boa vida, de um bom salário, de uma família organizada, os que vão ter condições de criar seus filhos com boas qualidades, e os que não vão ter. É perfeitamente possível desde o dia que nasce, como era no tempo do Império, onde existia nobreza e existia a plebe. A nobreza sabia-se que teria um futuro de nobre; a plebe teria um futuro de plebeu. O Brasil continua dando futuros de nobres e futuros de plebeus às pessoas conforme o nascimento. E a oportunidade igual, o lugar onde isso se constrói é na escola, e a República brasileira, em 120 anos, não conseguiu dar oportunidades iguais a todos os brasileiros. Durante algum tempo, sim, havia escolas públicas muito boas; mas não era para todos. Ao contrário. Pouquíssimos podiam entrar naquelas escolas, eram escolhidos pelo Imperador até para entrar no Colégio Pedro II. A escola era boa, mas era para poucos; os outros eram excluídos.
Com a urbanização, com o avanço da população, chegando à participação, foi preciso colocá-los todos na escola. O que fizemos? Abandonamos a escola pública para os pobres. Abandonamos no sentido de não dar os recursos, abandonamos no sentido de tolerarmos a má qualidade, sem reclamar inclusive dos responsáveis pela má qualidade, seja o governador, seja o prefeito, seja o professor, seja o pai, seja a mídia. Nós não nos preocupamos com isso. Deixamos que a escola fosse duas. Uma república não tem duas escolas. Uma república tem uma escola. Pode ter características diferentes, pode ter diferenças até de qualidade, mas não se pode dizer: esta é de um tipo e aquela é de outro. Pode até, sim, ter escola de propriedade privada e escola de propriedade pública, mas aí não é a escola que é diferente, é o regime de propriedade da escola. Mas, no Brasil, quando a gente fala em escola pública ou escola privada, a gente nem pensa no regime de propriedade da escola, a gente pensa na qualidade da escola, porque assumimos que a escola para as massas pobres era uma escola de faz-de-conta e que a escola para quem podia pagar era uma escola daqueles que, de fato, podem usufruir de um bom ensino. A consequência, é que hoje a diferença entre quanto se gasta, seja o Estado, seja o pai com a educação de uma criança, ao longo de sua vida, é de oitenta vezes. É a diferença entre a escola da população das classes altas e a escola da população das classes baixas. Um sistema escolar que tem uma diferença nos gastos de oitenta vezes entre uma parcela da sociedade e outra parcela não é o de uma República ainda. Nossa tarefa é completar a República.
Mas oportunidades não vêm só da escola. A oportunidade vem da saúde também. Não há República num país cujo atendimento médico tem forma tão diferenciada para uma parcela da população nobre e para outra parte da população plebeia. Não vamos dizer que vai ser sempre igualzinho, mas essa desigualdade que temos, desse tamanho que nós enfrentamos, não é uma característica republicana. Não é republicana a saúde brasileira, porque uma atende que impede quase de morrer, a outra não permite nem viver.Há uma diferença. Não precisa ter igualdade para ter República. Aliás, ao contrário, a República tem que se caracterizar pela tolerância com certo grau de desigualdade sim, porque a igualdade plena é autoritária, não tem o democratismo da República. Mas não é republicano um país que tem a desigualdade do Brasil.
Na política, é o lado mais republicano nosso, mesmo assim nós esperamos 110 anos quase para eleger um presidente que de fato viesse das camadas populares e tivesse sido coerente com essas camadas populares ao longo de toda sua história. Porque nós tivemos alguns Presidentes que vieram de camadas populares no Brasil, mas que se enobreceram pelo estudo, se enobreceram pela fortuna, se enobreceram pelas relações políticas com a elite. O Presidente Lula  se enobreceu pelas relações com a elite. Ele não precisou do enobrecimento no sentido até negativo de ter o seu diploma e nem o enobrecimento de abandonar os seus compromissos populares. Entretanto, é preciso dizer que, nos seus sete anos de Governo, o que ele fez para completar a República não foi o suficiente que nós tínhamos o direito de esperar, e ele próprio, em um desses dias, disse que era impossível porque no Brasil é preciso fazer aliança entre os santos e os demônios, para não usar, como ele disse, Jesus e Judas, porque, aí, é uma sacralidade que eu prefiro não usar. E ele, para governar, segundo ele e, aí, ele não completou, precisou se aliar àqueles que não fazem parte da sua concepção. Na verdade, ele não conseguiu se aliar apenas, ou não escolheu se aliar apenas com os republicanos e teve que se aliar com aqueles que não são republicanos, porque não lutam pelas oportunidades iguais, porque não lutam para que todos, neste País, se olhem com os olhos altos e o peito estufado. Manteve-se no Brasil o sentimento de inferioridade que temos com a maior parte da nossa população.
Para completar, Meus amigos, eu creio que para termos oportunidades iguais no mundo de hoje é preciso cuidar bem do meio ambiente, e nós não estamos cuidando do meio ambiente de uma forma republicana, porque estamos tratando o meio ambiente de uma forma que vai ameaçar as gerações futuras.
A República hoje não pode ser uma República para hoje. A República hoje tem que ser uma República para amanhã, incorporando todas as futuras gerações nos mesmos níveis, e isso não vai acontecer se continuarmos destruindo.
Finalmente, que República é essa que, 120 anos depois, ainda tem 14 milhões de cidadãos adultos que têm, inclusive, o direito de votar e não são capazes de reconhecer a própria bandeira republicana porque não sabem ler o Ordem e Progresso que temos escrito nela? Não é republicana a nossa bandeira enquanto ela não for reconhecida por todos. Portanto, essa bandeira que nós amamos não é republicana porque não quisemos erradicar o analfabetismo dos adultos brasileiros. Somos capazes de tolerar como algo natural, até nem percebendo o que estou dizendo, que 14 milhões não reconhecem a bandeira, porque, caso se mude a posição das letras do Ordem e Progresso, ele continua achando que é a mesma bandeira. Se escrever em inglês, em francês ou alemão, ele continua achando que é a mesma bandeira, e é até capaz de que a falta de letramento seja tão grande que, se escrever com alfabetos cirílicos da Rússia ou alfabetos árabes, eles vão continuar achando que é a mesma bandeira.
Por isso, o nosso papel é completar a República. Esse é o papel de todos. Esse é o papel! E esse papel começa na luta pela garantia de oportunidades iguais, que os nossos antepassados, líderes, não conseguiram trazer para nós.
Nesse dia, a gente tem de comemorar, porque foi, sim, um dos maiores saltos da história do Brasil, salto que já deveria ter sido dado em 1822, não devíamos ter precisado esperar 1889, mas demos em 1889. Vamos comemorar os 120 anos da República no dia 15, mas vamos lembrar o nosso compromisso de completar o que os outros não completaram, fazendo com que todos reconheçam a bandeira porque saibam ler; fazendo com que todos tenham a mesma oportunidade e se diferenciem pelo talento, pela vocação, pela persistência e não pela herança. Vamos fazer com que todos tenham direito a um sistema de saúde igualitário. Vamos fazer com que, neste País, todos nos olhemos como irmãos, irmanados pelo patriotismo de um mesmo país, e hoje isso só acontece, de fato, quando torcemos pela Seleção Brasileira de Futebol. No mais, estamos divididos e divididos não somos republicanos.
Era isso, Meus Amigos, que eu queria lembrar hoje. É um dia de festa, mas é um dia de reflexão e de compromissos. O papel de TODOS é completar a República. Essa é a resposta que eu dou aqui, hoje.

Aelson Barros

domingo, 7 de novembro de 2010

Que saudades da Tia da Escolhinha

Hoje de manhã, no caminho de casa para trabalho, estava escutando um programa na rádio onde uma pessoa que não me lembro o nome falou sobre a questão da escola. Segundo seu texto, ele tinha saudades do tempo em que esteve na escola e enumerou as razões para isso. Uma delas era que em sua época, os alunos tinha orgulho de estudar e viam nos estudos o caminho para ter uma vida melhor.
Bem, acabei me sentindo inspirado por ele e me veio alguns pensamentos que gostaria de estar compartilhando. Realmente, se observarmos a evolução do ensino no Brasil, acredito que fizemos um retrocesso. Digo isso baseado em minha experiencia e deixo claro que não sou um entendido de educação por isso levem este texto como uma opnião e não um artigo ou tratado do assunto. Minha avó por exemplo, mesmo tendo apenas cursado o equivalente ao primário, possui muito mais cultura que qualquer um hoje que tenha feito o ensino medio,  isso sem falar no domínio da matemática (claro que ela não sabe resolver um equação, logaritmos, etc, mas faz contas básicas de cabeça coisa que nenhum adolescente que conheço no mínimo tentaria) e seu domínio do português (seu português é impecável, escreve perfeitamente, sem erros gramaticais ou ortográficos, e versa lindamente com coesão e coerência dignas de um escritor, ao contrário de muitos vestibulando – isso eu sei pois minha mãe é professora de português – que nem sabem usar um preposição, pronome e coerência é algo que não existe.)
O que vejo hoje é uma falsa ilusão de melhora, pois temos um índice de alfabetização de quase 90%, mas se você pega um desses alfabetizados (volto a dizer que conheço isso bem pois minha mãe é professora de português) eles apenas “desenham” seus nomes, e possuem apenas uma leitura funcional(eles leem um texto mas não são capazes de interpretá-lo). Embora isso já seja o bastante para justificar minha saudade da antiga escola, ainda tem outro ponto, que jugo importantíssimo, que é a passagem de valores e disciplina.
As escolas hoje tem medo do aluno e vivem subjugadas por teorias mirabolantes que, no meu entender, não servem para nada (vide Darcy Ribeiro – LIXO !!!!). São mecanismo tais que mataram todo o processo essencial a educação e passagem de valores: aprovações automáticas, diminuição de carga de matérias como português, fim de disciplinas como OSPB (Orientação Social e Politica Brasileira) ou EMC (Educação Moral e Cívica). Raros são os colégios onde os alunos são obrigados a cantar o hino nacional. O respeito que existia ao professor sumiu, tanto por parte dos alunos, quanto pelo lado do estado e pais.
E triste entrar numa sala da aula hoje e ver o descaso dos aluns, despreparo dos professores, falta de condições minimas, falta de disciplina, etc.
Isso particularmente me assusta, pois, como já disse antes em outro texto, os valores são criados em casa, mas a escola ajuda a fundamentá-los. Após os 6 anos de idade, boa parte do dia da criança é na escola com os coleguinhas e professores e se nesse ambiente, não existe o respaldo dos valores da família, não existe como vencermos a guerra contra este caos que está instaurado em nossa sociedade.
Sei que o tema é polêmica e envolve facetas que desconheço pois não sou um estudioso do assunto nem profissional da área, entretanto sou um pai, e por isso, sou uma das vitimas deste modelo educacional falho de hoje. Se eu quiser um bom colégio, terei que triar entre milhares, pois não existe um linha guia, cada escola tem a sua. Só que o básico deveria ser igual para todos: RESPEITO, DISCIPLINA, BONDADE, FÉ, BRANDURA, MÉRITO POR ESFORÇO, etc.
Chega de besteiras e de teorias “modernosas”, é hora de promovermos a verdadeira revolução pelo e no ensino. É o momento de resgatarmos bons e velhos valores e construir um futuro verdadeiro para nosso filhos.
Aelson Barros